"Não importa qual seja o motivo do Daniel, ele não pode usar o cárcere como método."
Sófia abraçou a cintura dele com força, enterrando o rosto em seu peito, a voz abafada: "Tenho medo de que seja tarde demais, que a Renata não aguente."
"Ela é teimosa demais, orgulhosa demais, ela realmente é capaz de se deixar morrer de fome."
"Eu sei." Gregório beijou o topo da cabeça dela. "Por isso, amanhã, eu vou esclarecer tudo com ele."
Uma noite sem dormir.
Na manhã seguinte, bem cedo, Gregório se arrumou de forma simples e partiu para a mansão de Daniel.
Ele não ligou antes, foi uma visita surpresa.
Certas palavras são mais eficazes quando ditas sem que o outro esteja preparado.
O carro parou na porta da casa de Daniel e, como esperado, o guarda veio imediatamente bloquear a passagem.
"O senhor está ocupado, não pode receber visitas."
O tom do guarda era respeitoso, mas a atitude era firme.
Gregório olhou para ele calmamente: "Entre e diga ao Daniel que é o Gregório."
"Eu quero vê-lo, é sobre a Renata. Ele vai me receber."
O guarda hesitou, mas acabou virando-se para entrar e avisar.
Poucos minutos depois, o guarda voltou, com a atitude visivelmente mais branda: "Sr. Pacheco, por favor, entre."
Gregório empurrou a porta e entrou naquela mansão luxuosa, porém gelada.
A sala era enorme, e de relance dava para ver que faltava vida ali, havia apenas regras e opressão.
Gabriela, que estava sentada no sofá da sala, ficou levemente atônita ao ver Gregório entrar, mas logo se levantou, exibindo um sorriso gentil e apropriado: "Sr. Pacheco, o que o traz aqui?"
Gregório passou os olhos por ela com indiferença, sem qualquer calor: "Procuro o Daniel."
O sorriso no rosto de Gabriela congelou por um instante, mas ela assentiu de forma dócil: "O Daniel está no escritório, eu levo o senhor até lá."
Ele vestia uma camisa preta, as mangas dobradas revelando braços de linhas firmes, a aura ao seu redor era fria e pesada, emanando um distanciamento que afastava qualquer um.
Ao ouvir o movimento, Daniel levantou a cabeça.
Ao ver Gregório, ele não demonstrou surpresa, apenas assentiu levemente: "Sr. Pacheco, sente-se."
Gregório sentou-se na cadeira à frente dele, sem cortesias desnecessárias, indo direto ao ponto: "Eu vim hoje por causa da Renata."
Não houve qualquer ondulação no olhar de Daniel, como se já soubesse o motivo da visita, e apenas disse indiferente: "O assunto da Renata eu mesmo resolvo, não precisa se preocupar, Sr. Pacheco."
"Eu não vim me preocupar, vim para te aconselhar." Gregório olhou direto nos olhos dele. "Daniel, nós dois somos homens, vou ser direto."
"Você trancar a Renata aqui à força, restringir a liberdade dela, confiscar o celular, impedir que ela veja os amigos, impedir que ela saia do país e, quando ela faz greve de fome em protesto, você se prepara para dar injeções de nutrientes nela—"
Gregório fez uma pausa, dizendo cada palavra com ênfase:
"Isso não é proteção, é cárcere privado."
A mão de Daniel que segurava a caneta parou levemente, as pontas dos dedos ficaram brancas, mas ele continuou sem expressão: "O que eu faço é problema meu."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...