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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1454

— Eu serei, vovó. — Enzo assentiu com força, tão sensato que doía vê-lo.

O grupo saiu da clínica de Renata e dirigiu para casa.

O clima no carro estava muito mais leve. Sófia olhava pelo retrovisor e via Enzo sentado quietinho, com as mãozinhas nos joelhos, roubando olhares furtivos para Gregório de vez em quando, com uma alegria que não conseguia esconder nos olhos.

O coração dela amoleceu, e ela disse suavemente: — Enzo, quando chegarmos em casa, brinque com sua irmã. Ela fala todo dia que quer te ver.

Enzo soltou um "hum" baixinho imediatamente, e seu rostinho ganhou um ar de expectativa.

Assim que o carro entrou no pátio da mansão, Clara, que já esperava na porta com a babá, viu o veículo.

A menina, ao ver o carro parar, correu com suas perninhas curtas, agarrando-se à janela do carro e gritando: — Papai! Mamãe!

A porta se abriu, e assim que Enzo desceu, os olhos de Clara brilharam. Ela se jogou imediatamente, rindo com o rosto erguido: — Irmão!

Enzo travou por um instante, mas logo abriu um sorriso tímido, estendendo a mão para segurar levemente a mãozinha de Clara.

As duas crianças, reencontrando-se após tanto tempo, não mostraram estranhamento, apenas uma felicidade incontida. De mãos dadas, correram pulando para dentro de casa, com vozes tagarelas, preenchendo instantaneamente o lar de vida.

Sófia ficou parada, observando as costas das duas crianças, e um sorriso gentil surgiu involuntariamente em seus lábios.

— Vou arrumar as coisas, preparar o que precisamos para o passeio de amanhã. — Ela se virou para entrar.

— Eu te ajudo — disse Gregório, seguindo-a.

No quarto principal.

Sófia abriu o armário, tirou casacos leves e confortáveis, pegou as mantinhas das crianças, garrafinhas de água, potes de lanches, organizando tudo com cuidado, item por item.

Seus movimentos eram suaves, sua expressão concentrada, como se ela estivesse infundindo toda a sua ternura naquelas pequenas tarefas.

Gregório ficou na porta, observando-a em silêncio por um momento.

Nos últimos dias, ele estivera deprimido, em péssimo estado, incapaz de oferecer até mesmo uma frase de consolo decente, mas ela nunca reclamou, nunca pressionou.

Gregório fechou os olhos brevemente, a voz carregando uma rouquidão quase imperceptível. — Não vai mais ser assim.

Ele não ia mais apenas resistir, não ia mais reprimir todas as emoções no fundo do coração, não ia mais deixá-la sozinha com o medo.

Sófia virou-se suavemente, ergueu os braços e o abraçou, encostando a cabeça no peito dele, ouvindo as batidas firmes de seu coração, e disse baixinho: — Eu não quero que você seja invencível, não quero que você capture ninguém a qualquer custo, nem que fique se forçando. Eu só quero você seguro, leve e feliz.

— A família toda unida, com tranquilidade, já é o suficiente.

Gregório apertou os braços, abraçando-a com força, como se quisesse alisar toda a insegurança, culpa e cansaço daquele caminho dentro daquele abraço.

Ele não estava carregando tudo sozinho.

Ele tinha ela, tinha os filhos, tinha um lar que finalmente estava prestes a se completar.

A bagagem do passeio ainda não estava pronta, mas a parte mais pesada do coração já havia sido acomodada primeiro.

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