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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1453

— Mãe. — Gregório olhou para ela. — Por que veio aqui?

Rita, segurando a mão de Enzo, entrou na clínica: — Sabia que vocês estavam aqui, vim dar uma olhada.

Enzo também viu Gregório e Sófia. Seu pequeno corpo enrijeceu levemente, e em seus olhos límpidos, um brilho quase imperceptível surgiu instantaneamente. Era a alegria do reencontro após uma longa separação, a saudade profundamente guardada no fundo do coração.

Ele não fez como as outras crianças, que correriam para chorar, fazer manha ou pedir colo. Apenas ficou parado, silencioso, ao lado de Rita, com a mãozinha segurando levemente a barra da roupa da avó, a cabecinha levemente erguida.

Ele olhava para o pai e a mãe, que não via há tanto tempo, com um olhar carregado de saudade, de mágoa e de uma cautela cuidadosa, mas continuava quieto, sem chorar nem fazer barulho, tão comportado que apertava o coração de quem via.

Ele apenas piscou suavemente, e com uma voz pequena, macia, trazendo a timidez e a doçura de um reencontro distante, chamou baixinho:

— Papai, mamãe.

O chamado suave foi como uma agulha fina, espetando levemente os corações de Sófia e Gregório, provocando uma dor aguda e imediata.

Os olhos de Sófia avermelharam na hora. Olhando para aquela criança cada vez mais sensata, cada vez mais digna de pena, seu coração se encheu de culpa e dor.

Nesses dias, por causa de Vicente, da perseguição, das turbulências na família e da doença de Gregório, eles haviam negligenciado Enzo demais.

Gregório também olhava para Enzo, observando sua postura quieta e obediente.

Ele se levantou devagar, estendeu a mão levemente na direção de Enzo e, com a voz rouca, mas carregada de uma gentileza e suavidade inéditas, disse:

— Enzo, vem cá.

A criança reencontrada, tão quieta e sensata que doía.

Os pais, cheios de culpa, com os olhos transbordando uma ternura e preocupação tardias.

Ao lado, Renata observava a cena e suspirou levemente, com o olhar cheio de complexidade e carinho.

O ar na clínica foi gradualmente envolvido por um calor gentil e agridoce.

O passeio em família originalmente planejado para três, com a aparição de Enzo, ganhou silenciosamente uma nova camada de preocupação, de responsabilidade e um calor de reunião tardia.

Sófia olhou para tudo aquilo, olhou para o sensato Enzo, olhou para Gregório, cujos olhos transbordavam gentileza.

Enzo ergueu a cabeça, e seus olhos límpidos brilharam, como se tivessem capturado a luz das estrelas.

Ele não pulou de alegria, apenas apertou os lábios, tentando conter a felicidade no coração, mas o leve vermelhidão em seus olhos traiu a expectativa que reprimia há tanto tempo.

Fazia tempo demais que ele não saía com o papai e a mamãe.

Tempo demais que não era como as outras crianças, de mãos dadas, vendo paisagens, comendo juntos, rindo e conversando.

— É sério... posso mesmo?

Enzo perguntou baixinho, com a voz leve, carregada de uma cautela incerta.

Gregório agachou-se, ficando na altura dele, estendeu a mão e acariciou levemente a cabeça do menino: — Sim, é sério. Vamos para casa conosco.

— Obrigado, papai. — Enzo abaixou a cabeça obedientemente, com a voz macia, de deixar qualquer coração apertado.

Rita, vendo a cena, sentiu os olhos esquentarem e deu um tapinha no ombro de Enzo: — Vá, volte com o papai e a mamãe. Seja obediente, nada de fazer birra.

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