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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1400

Mas ela não sabia que, atrás daquela porta fechada suavemente, Lucas não havia ido embora.

Ele estava encostado na parede fria do corredor do hospital, massageando as têmporas latejantes com a mão, um cigarro preso entre os dedos, porém apagado.

Era proibido fumar no corredor do hospital, e mais importante, ele tinha medo de que o cheiro da fumaça entrasse no quarto e incomodasse quem estava lá dentro.

Ele permaneceu ali encostado na parede, o olhar fixo naquela porta, como uma estátua silenciosa.

Ocasionalmente, enfermeiros e médicos passavam pelo corredor, com passos leves e conversas em voz baixa, mas nada disso o perturbava.

Seu mundo, naquele momento, resumia-se apenas àquela porta e à pessoa que estava atrás dela.

Mas só de pensar que ela estava lá dentro, deitada em segurança, sã e salva, ele sentia que tudo valia a pena.

Ele pegou o celular e mandou uma mensagem para o assistente, pedindo que cuidasse de todos os assuntos da empresa naquele dia e que não precisava lhe reportar nada.

Em seguida, mandou uma mensagem para Sófia Lopes, avisando que Geovana já havia acordado e estava bem, para que ela ficasse tranquila.

Feito isso, colocou o celular no silencioso, guardou-o no bolso e continuou encostado na parede, vigiando aquela porta.

Ele vigiou da madrugada até o entardecer.

As luzes do corredor se acenderam.

Nesse meio tempo, uma enfermeira entrou com o carrinho de refeições para Geovana e, ao sair, viu Lucas encostado na parede e não resistiu a perguntar baixinho: "Sr. Dutra, o senhor ficou aqui o tempo todo?"

"A Srta. Alves acordou e o humor dela está bem mais estável. Se o senhor estiver cansado, pode entrar para sentar um pouco ou descansar na sala de espera ao lado."

Lucas balançou a cabeça, com a voz rouca: "Não precisa, estou bem aqui, não quero atrapalhar o descanso dela."

"Se ela precisar de algo, por favor, me avise imediatamente."

A enfermeira olhou para o cansaço e a determinação nos olhos dele, sentiu-se comovida, assentiu e se afastou silenciosamente.

Ele não dormiu nada; seus olhos estavam cheios de vasos rompidos e o rosto pálido.

A enfermeira empurrou o carrinho de café da manhã e, ao vê-lo, mostrou surpresa no rosto: "Sr. Dutra, o senhor realmente vigiou a noite toda de novo?"

Lucas assentiu, a voz tão rouca que quase não se ouvia: "Ela acordou?"

"A Srta. Alves acordou, acabou de se lavar, parece estar de bom humor."

Enquanto falava, a enfermeira abriu a porta e levou o café da manhã para dentro.

Lucas ficou parado no lugar, ouvindo os sons sutis vindos do quarto, sentindo uma ponta de expectativa no coração, mas sem coragem de entrar.

Ele temia que sua presença a fizesse se fechar novamente, temia que sua preocupação se tornasse um fardo para ela.

A enfermeira saiu rapidamente do quarto e, vendo a hesitação dele, não resistiu e aconselhou: "Sr. Dutra, no fundo a Srta. Alves se importa com o senhor, é só da boca para fora que ela não diz."

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