“Você vigiou a noite toda, se ela soubesse, com certeza ficaria emocionada.”
“Entre para vê-la, faça companhia a ela.”
Lucas olhou para aquela porta, mas acabou balançando a cabeça: “Não, deixe-a tomar o café da manhã em paz, deixe-a descansar bem.”
“Eu ficarei aqui, esperando até que ela queira me ver.”
A enfermeira olhou para ele naquele estado, sentindo uma grande impotência no coração, mas não insistiu mais e se afastou silenciosamente.
No quarto do hospital, Geovana estava sentada na cabeceira da cama, olhando para a sopa leve e as torradas à sua frente, mas não tinha muito apetite.
Uma noite de descanso fez seu corpo melhorar bastante, a tontura passou, mas seu coração continuava uma confusão.
Ela se lembrou das costas de Lucas partindo na noite anterior, e uma inexplicável sensação de perda surgiu em seu peito; nem ela mesma conseguia distinguir o porquê daquela perda.
Ela pegou a colher, pegou um pouco da sopa levemente e levou à boca.
Ela virou a cabeça e olhou para a janela.
“Srta. Alves, sua recuperação está indo muito bem. Vamos observar mais um dia hoje, e se não houver problemas, amanhã você poderá ter alta.”
A enfermeira entrou, medindo sua pressão arterial enquanto falava com um sorriso.
Geovana assentiu e disse suavemente: “Obrigada.”
“Não há de quê.”
A enfermeira guardou o aparelho de pressão e disse sorrindo: “Seu desmaio ontem assustou muito o Sr. Dutra. Ele ficou na porta da sala de emergência, não pregou o olho a noite toda, e hoje ficou de guarda na porta do quarto, a noite inteira, sem se mexer, sem comer nada.”
Ela se lembrou das costas dele ao sair na noite anterior, lembrou-se da gentileza dele ao cobri-la, lembrou-se da raiva dele ao discutir com os pais dela.
Lembrando da descrição da enfermeira sobre ele vigiando lá fora, a fina camada de gelo em seu coração se estilhaçou naquele momento.
Uma emoção amarga surgiu do fundo de seu coração, indo direto para seus olhos; seus olhos ficaram vermelhos instantaneamente, e seus dedos tremeram levemente.
Ela sempre achou que a preocupação dele era falsa, que sua gentileza era fingida.
Que todas as suas ações eram apenas por culpa e responsabilidade, mas nunca imaginou que ele usaria esse jeito desajeitado para protegê-la silenciosamente.
A noite inteira, a parede fria, o corpo rígido, a espera interminável; ele ficou lá, atrás daquela porta, guardando-a.
Geovana encostou-se na cabeceira da cama, levou a mão à boca para abafar o choro.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...