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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1351

Ela disse o endereço da Mansão Dutra Antiga atropelando as palavras: "Motorista, por favor, para a Mansão Dutra Antiga, o mais rápido possível!"

O motorista assentiu.

Geovana encostou-se na janela.

Ela rezava mentalmente sem parar, pedindo que nada acontecesse a Lucas, pedindo que os pais dele não fossem duros demais.

Ela sabia que, no fundo, a culpa era toda dela.

Se não fosse por ela, Lucas não teria escondido o casamento falso dos pais, não estaria sendo repreendido e muito menos obrigado a se ajoelhar.

O carro correu veloz e finalmente parou em frente ao portão da Mansão Dutra Antiga.

Geovana pagou, empurrou a porta e quase tropeçou ao correr para dentro do portão principal.

Quando chegou à entrada da sala, ouviu a voz furiosa do Sr. Dutra: "Você tem que me dar uma explicação hoje!"

"Ou você se divorcia da Geovana imediatamente! Ou saia da Família Dutra e nunca mais volte!"

Os passos de Geovana estancaram abruptamente. Ao ver a cena na sala, seus olhos se encheram de lágrimas.

Lucas continuava ajoelhado no chão frio, com as costas retas como um pinheiro inabalável.

Ele mantinha a cabeça erguida, encarando os pais furiosos, sem nenhum medo no olhar, apenas serenidade.

Já o Sr. e a Sra. Dutra estavam sentados no sofá, com expressões assustadoras.

Geovana respirou fundo.

Ela empurrou a porta entreaberta e entrou a passos rápidos. Sua voz tremia, mas estava firme: "Sr. Dutra, Sra. Dutra, por favor, não culpem o Lucas. Tudo isso é culpa minha."

Todos os olhares se voltaram instantaneamente para ela.

Lucas, ajoelhado no chão frio, manteve a postura rígida.

Ao ouvir aquela voz familiar, seu corpo congelou. Ele levantou a cabeça bruscamente, e seu olhar atravessou a névoa de raiva na sala, pousando diretamente na pessoa à porta.

Geovana estava lá, com os cabelos bagunçados pelo vento, o zíper do casaco mal fechado revelando uma blusa fina por baixo, e nos pés usava chinelos que calçara às pressas ao sair.

Naquele instante, o coração de Lucas pareceu ser apertado por uma mão invisível, doendo intensamente.

Ele nunca imaginou que Geovana viria.

Instintivamente, ele quis se levantar, mas seus joelhos estavam dormentes por ficar tanto tempo ajoelhado, o que travou seu movimento. Ele olhou para Geovana com um turbilhão de emoções complexas: surpresa, dor e uma pontada de irritação quase imperceptível—

O que ela estava fazendo aqui?

Veio para ser acusada pelos pais dele junto com ele?

O Sr. e a Sra. Dutra também ficaram atônitos. A fúria em seus rostos congelou, substituída por um espanto evidente.

Eles claramente não esperavam que Geovana invadisse o local de repente e, por um momento, esqueceram o que dizer.

Ela empalideceu ainda mais, os lábios tremiam, mas teimosamente se recusou a baixar a cabeça.

Ela virou-se para Lucas, com um olhar que misturava súplica e mágoa.

Ela queria que ele dissesse algo, nem que fosse uma única frase.

No entanto, Lucas apenas a olhava silenciosamente.

Seu olhar era vago, calmo como um lago morto, sem demonstrar emoção alguma.

Seus lábios formavam uma linha reta, o rosto inexpressivo.

Quando o olhar de Geovana encontrou o dele, ele até virou levemente o rosto, evitando o contato visual.

O coração de Geovana foi afundando aos poucos.

Foi então que Lucas finalmente falou.

Sua voz era baixa, mas carregava uma decisão inquestionável, soando clara na sala silenciosa: "O acordo de divórcio... eu já assinei."

Ele fez uma pausa e seu olhar voltou para o rosto de Geovana. Aqueles olhos que antes transbordavam ternura, agora continham apenas uma calma gélida: "Só falta você assinar."

Bum—

Geovana sentiu como se algo tivesse explodido em sua mente, deixando um zumbido.

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