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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1352

Ela olhou atordoada para Lucas, como se o conhecesse pela primeira vez.

Ela tinha ido até lá para defendê-lo, para dizer aos pais dele que a ideia do casamento falso fora dela, que ela o havia forçado a aceitar.

Ela tinha até se preparado para ajoelhar ao lado dele e suportar a fúria dos pais juntos.

Mas ele, na frente dos pais, disse aquelas palavras.

Ele já tinha assinado o acordo de divórcio.

Então, ele já estava preparado.

Então, aquela frase dela sobre "ir ao cartório quando tiver um tempo", ele levou a sério.

Então, ele estava tão ansioso para cortar relações com ela.

Os lábios de Geovana se moveram, tentando dizer algo, mas sua garganta parecia bloqueada.

Ela olhou para o rosto indiferente de Lucas e sentiu uma mistura amarga de sentimentos subindo pelo peito.

É verdade, foi ela quem pediu o divórcio.

Foi ela quem achou que estava atrapalhando a vida dele, que não era boa o suficiente para ele, que só o divórcio o livraria desse problema que era ela.

Agora que ele concordou e assinou os papéis, o que mais ela podia dizer?

Os ombros de Geovana caíram levemente.

O brilho em seus olhos se apagou, como uma vela que chega ao fim.

Ela finalmente entendeu. Lucas disse aquilo para que ela não se envolvesse mais.

Estava dizendo a ela que o assunto entre eles acabava ali.

Estava dizendo que ela não tinha o direito de interferir nos assuntos da Família Dutra.

A sala caiu em um silêncio mortal novamente.

O Sr. e a Sra. Dutra observaram a cena com expressões de satisfação.

A Sra. Dutra bufou friamente, com um tom de escárnio: "Ouviu, Srta. Alves? O Lucas já assinou. Pare de se humilhar aqui."

"Assine logo, pegue o que lhe cabe e deixe o Lucas em paz."

Geovana ignorou as palavras da Sra. Dutra.

Ela apenas olhou fixamente para Lucas, a luz em seus olhos desaparecendo até restar apenas um vazio desolador.

Seus dedos tremiam levemente enquanto apertava a alça da bolsa, os nós dos dedos brancos pela força.

Passou-se muito tempo até que ela baixasse a cabeça lentamente, com a voz leve como o vento, carregada de uma profunda autoironia: "Tudo bem."

A Sra. Dutra também suspirou, com a voz cheia de decepção: "Você não escolheu uma moça de boa família, preferiu armar esse casamento falso com aquela Geovana. Agora pronto, todo o nosso círculo social vai rir da Família Dutra."

Lucas continuava ajoelhado, com as costas retas, os olhos baixos escondendo o turbilhão de emoções, e as pontas dos dedos brancas de tanto apertar.

Ele não respondeu.

Vendo-o naquele estado, a Sra. Dutra acabou suavizando o tom, mas mudou de assunto radicalmente: "A filha da Família Nunes, Fabiana Nunes, você conhece. Ela é culta, de boa família, feita para você."

Ela fez uma pausa, com um tom firme que não aceitava recusa: "Hoje às sete, reservamos uma mesa no restaurante Nuvem de Seda. Você tem que ir conhecê-la."

Os cílios de Lucas tremeram levemente, seu pomo de adão subiu e desceu, e sua voz saiu rouca: "Vou deixar para depois."

Ao ouvir isso, o rosto do Sr. Dutra fechou na hora, e ele bateu a bengala no chão novamente: "O que você disse?!"

A Sra. Dutra também franziu a testa, irritada: "Lucas, não seja ingrato! Já confirmamos com a Família Nunes. Se você não for, como vamos explicar?"

Lucas levantou a cabeça devagar, com o olhar exausto: "Não tenho cabeça para isso agora."

"Adiem isso."

O Sr. Dutra estava tão bravo que o peito subia e descia, apontando para ele sem conseguir falar.

A Sra. Dutra suspirou. No fim, não teve coragem de pressioná-lo mais e suavizou a voz: "Então diga, quando você vai? Não pode ficar adiando para sempre."

Lucas baixou os olhos, com a voz leve como o vento: "Quando eu terminar de resolver os assuntos pendentes."

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