Geovana murmurou um "uhum" e empurrou a porta do carro, mas parou no instante em que ia descer. Virou-se para ele, como se quisesse falar algo, mas hesitou.
No fim, não disse nada. Virou as costas e entrou no prédio.
Quando o carro retornou à Mansão Dutra, já era tarde da noite.
A mansão estava escura, apenas a luz do sensor na entrada estava acesa, emitindo um brilho fraco.
Lucas estacionou, arrastou o corpo cansado para a sala de estar e, sem nem trocar os sapatos, subiu direto as escadas e entrou no escritório.
Ele fechou a porta, isolando-se naquele espaço pequeno.
Caminhou até a escrivaninha, puxou a cadeira e sentou-se, massageando as têmporas que latejavam.
Foi então que o toque do celular soou abruptamente, quebrando o silêncio do escritório.
Lucas olhou para o identificador de chamadas e franziu a testa levemente; era da Mansão Dutra Antiga, a casa de seus pais.
Ele hesitou por um momento, mas atendeu.
Do outro lado da linha, veio a voz respeitosa do mordomo: "Jovem Mestre, o Senhor e a Senhora pediram para que venha à Mansão Antiga amanhã cedo. Disseram que é um assunto importante."
A testa de Lucas franziu ainda mais.
Seus pais nunca gostaram de interferir em seus assuntos. Chamá-lo repentinamente à casa antiga significava que algo havia acontecido.
Ele perguntou com voz grave: "Sabe do que se trata?"
O mordomo fez uma pausa, com um tom hesitante: "Parece... que é sobre o senhor e a Srta. Alves."
"O tom do Senhor e da Senhora não parecia nada bom."
O coração de Lucas afundou.
Ele sabia que o momento inevitável tinha chegado.
Respirou fundo e respondeu com voz calma: "Entendi. Amanhã cedo estarei aí."
Foi uma noite sem sono.
Na manhã seguinte.
Lucas dirigiu até a Mansão Dutra Antiga.
Quando o carro entrou pelo portão, ele viu o mordomo esperando na entrada com uma expressão grave.
Seu pressentimento ficou ainda mais forte.
Ao entrar na sala de estar, o Sr. Dutra e a Sra. Dutra estavam sentados no sofá, com expressões tão sombrias que pareciam capazes de fazer chover.
A atmosfera na sala era tão opressiva que o ar parecia ter solidificado.
Lucas se recompôs, aproximou-se e disse calmamente: "Pai, mãe."
O Sr. Dutra bateu na mesa com força. A xícara de chá tremeu violentamente, fazendo um som agudo.
A voz de Geovana soou confusa, de quem tinha acabado de acordar: "Alô?"
"Srta. Alves! Aconteceu uma coisa horrível!"
A voz do assistente estava urgente, falando rápido: "O Diretor Dutra... ele foi para a Mansão Antiga. Os pais dele descobriram sobre o casamento falso e ficaram tão furiosos que o fizeram se ajoelhar!"
"Eles ainda estão dando uma bronca nele na sala de estar!"
A mente de Geovana zumbiu.
Ela se sentou na cama de supetão, o sono desaparecendo instantaneamente: "O que você disse?"
O assistente respondeu apressado: "O patrão e a patroa estão muito bravos. Por favor, pense em algo rápido!"
O coração de Geovana apertou.
Ela conseguia imaginar Lucas ajoelhado no chão frio, suportando a raiva e as acusações dos pais, e aquilo doeu profundamente.
Sem se importar em colocar um casaco, ela pisou descalça no chão, correu até o armário e vestiu a primeira roupa que viu, murmurando sem parar: "Estou indo! Estou indo agora!"
Desligando o telefone, Geovana pegou a bolsa e, sem nem ter tempo de calçar os sapatos direito, saiu correndo de casa.
Ela ficou na beira da estrada, tentando ansiosamente parar um táxi, com os dedos tremendo de nervoso.
Finalmente, um táxi parou na sua frente.
Geovana abriu a porta e entrou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...