"Além disso, verifique quem testemunhou tudo isso agora há pouco, anote os contatos de todos e interrogue um por um."
"E mais, fique de olho na Ella, não a deixe escapar."
"Sim, Diretor Pacheco." Ademir respondeu imediatamente, virando-se e saindo às pressas para cumprir as ordens.
Sófia olhou para o perfil frio e severo de Gregório e estendeu a mão para segurar a dele. As pontas de seus dedos estavam geladas e tremiam levemente: "Gregório, você acha que a Geovana vai ficar bem?"
"O estado dela agora há pouco... foi assustador demais."
"Não vai acontecer nada." Gregório segurou a mão dela de volta, firmemente. "A Geovana vai ficar bem. Quem é do bem sempre tem proteção divina."
Sua voz era firme, mas carregava uma tensão quase imperceptível.
Ele sabia que Geovana era a melhor amiga de Sófia e também a pessoa que Lucas guardava no fundo do coração.
Se algo realmente acontecesse com Geovana, Lucas enlouqueceria.
Os convidados no salão de festas já tinham perdido o ânimo devido àquela reviravolta repentina.
Os gritos e a sirene da ambulância quebraram completamente a fachada glamourosa daquela cúpula.
Todos cochichavam, especulando quem havia caído na água e o que exatamente tinha acontecido.
Gregório respirou fundo, ajeitou o paletó e caminhou em direção ao salão.
Aquele evento do setor, liderado pelo governo, ainda estava longe de terminar.
Mas para Gregório e Sófia, não havia mais clima para permanecer ali.
O único pensamento deles era resolver as coisas ali o mais rápido possível e ir para o hospital, para ficar ao lado de Geovana.
A noite ficava cada vez mais escura.
Na sala de emergência do hospital, as luzes eram de um branco dolorosamente forte.
Geovana estava deitada na cama, coberta por um edredom grosso, com o rosto ainda pálido.
O tempo passava minuto a minuto, e o céu fora da janela começava a clarear.
Os cílios de Geovana tremeram levemente, e ela abriu os olhos devagar.
Sua visão ainda estava um pouco turva.
Ela moveu os dedos e sentiu um calor familiar na palma da mão. Era a mão de Lucas.
Ela virou a cabeça lentamente e viu Lucas debruçado na beira da cama.
O homem dormia profundamente, com as sobrancelhas franzidas, parecendo inquieto.
A mão dele ainda segurava a dela com força, os nós dos dedos levemente brancos pela pressão.
Geovana olhou para o perfil cansado dele, e uma onda de calor invadiu seu coração.
Ela se lembrava de ter caído na piscina, da água gelada a submergindo e da sensação de asfixia tomando conta de tudo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...