O coração de Lucas subiu para a garganta instantaneamente, ele parou as compressões rapidamente e, com todo o cuidado, virou a cabeça dela de lado, dando tapinhas leves em suas costas com a palma da mão, com movimentos tão suaves como se tivesse medo de quebrá-la.
"Geovana, tussa devagar, sem pressa..."
Os cílios de Geovana tremeram levemente, e ela abriu os olhos devagar.
Sua visão estava embaçada, vendo apenas uma figura familiar olhando para ela com ansiedade.
O contorno daquela figura era inconfundível para ela: sobrancelhas marcadas, olhos brilhantes, nariz alto, era Lucas.
Sua consciência ainda estava muito confusa, sentia apenas o corpo gelado e a garganta ardendo de dor.
Ela queria falar, mas só conseguiu emitir um som fraco e soprado, com a voz terrivelmente rouca: "Lu... Lucas..."
"Estou aqui! Estou aqui!"
Lucas respondeu apressadamente, ele estendeu a mão e limpou suavemente as gotas de água no rosto dela, a temperatura de seus dedos a fez tremer levemente. "Você acordou? Finalmente acordou, quase me matou de susto, Geovana."
Sófia, que estava ao lado, já havia ligado para o serviço de emergência.
Ao desligar o telefone, Sófia caminhou rapidamente até Geovana.
Olhando para o rosto pálido dela, sentiu uma dor no coração: "Geovana, como você está se sentindo?"
"Não tenha medo, a ambulância já está chegando. Está sentindo muita dor em algum lugar?"
Geovana balançou a cabeça fracamente, mas seu olhar continuava grudado em Lucas, como se tivesse medo de que ele desaparecesse se ela desviasse o olhar.
Lucas percebeu a dependência dela e simplesmente agachou-se ao seu lado, tirou o paletó e a envolveu, usando o calor do próprio corpo para aquecer pouco a pouco o corpo gelado dela.
Gregório estava parado ao lado, varrendo a multidão com um olhar frio. Sua visão acabou pousando em Ella, não muito longe.
Ella estava na sombra, usando aquele vestido sereia cor de vinho, a barra do vestido tinha algumas gotas de água, indicando claramente que ela estivera perto da piscina agora há pouco.
Ela olhava para a cena caótica na beira da piscina sem nenhum sinal de pânico no rosto, ao contrário, repuxou os lábios num sorriso frio de desprezo.
O olhar de Gregório escureceu instantaneamente, frio como a superfície de um lago congelado, assustador.
Ele conhecia muito bem os métodos de Ella, a queda de Geovana na água agora há pouco não fora um acidente.
Seu olhar era afiado como uma faca, fixo em Ella, e a pressão ao seu redor estava assustadoramente baixa, fazendo com que as pessoas ao redor se afastassem inconscientemente.
Ella sentiu o olhar dele, mas não se importou.
Ela até ergueu as sobrancelhas provocativamente na direção de Gregório e depois se virou, caminhando de volta para o salão de festas com seu andar sinuoso, como se nada daquilo tivesse a ver com ela.
"Isso é demais!" disse Sófia, rangendo os dentes ao olhar para as costas de Ella. "Com certeza foi ela! Foi ela quem empurrou a Geovana! Eu senti que ela estava estranha agora há pouco, encarando a Geovana o tempo todo!"
Lucas não falou nada, apenas abraçou Geovana com força, apoiando o queixo no topo da cabeça dela, sentindo sua respiração fraca.
"Eu vou", disse Lucas sem hesitar, ele nem se importou em trocar por uma roupa seca, apenas segurou firmemente a borda da maca, olhando para o rosto pálido de Geovana.
Ele olhou para Sófia e Gregório e disse com voz grave: "Deixo as coisas aqui com vocês, vou acompanhar a Geovana ao hospital."
"Qualquer coisa, me liguem a qualquer hora."
"Pode ir tranquilo." Gregório assentiu, com o frio nos olhos ainda presente. "Vou cuidar das coisas por aqui."
"Não vou deixar Ella impune pelo que fez. Vou encontrar as câmeras de segurança e as testemunhas."
Sófia também disse apressadamente: "É isso mesmo, Lucas, vá rápido, a Geovana precisa de você."
"Assim que resolvermos as coisas aqui, iremos vê-los. Cuide bem da Geovana e cuide de si mesmo."
Lucas assentiu e não disse mais nada, virando-se para seguir a ambulância que partia apressada.
Seus passos eram rápidos, e seu olhar não saía de Geovana na maca nem por um segundo.
A porta da ambulância se fechou, e a sirene tocou novamente, desaparecendo gradualmente na noite.
Gregório olhou para a direção em que a ambulância desapareceu, e o frio em seus olhos tornou-se cada vez mais denso.
Ele virou a cabeça para Ademir ao seu lado e disse com voz grave: "Vá pegar as gravações das câmeras. Recupere todas as imagens da beira da piscina de agora há pouco, não pode faltar nem um minuto."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...