Justo quando ela pensou que iria morrer, sentiu que alguém a salvou. Aquele abraço era quente, com um cheiro familiar. Era Lucas.
Ela moveu os dedos suavemente, querendo acordá-lo.
O sono de Lucas era leve, e ele acordou quase instantaneamente.
Ele levantou a cabeça e encontrou o olhar de Geovana. Seus olhos brilharam no mesmo instante, como se todas as estrelas do céu tivessem se acendido.
"Geovana! Você acordou!"
"Como você está se sentindo? Tem algum desconforto? A garganta ainda dói? Quer água?"
Ela abriu a boca, tentando dizer algo, mas percebeu que a garganta ainda doía muito, conseguindo emitir apenas um som fraco:
"Eu... eu estou bem. Você... você não dormiu?"
"Não estou com sono."
Lucas sorriu. Ele correu para colocar um pouco de água morna num copo, molhou um cotonete e passou cuidadosamente nos lábios dela.
"O médico disse que você acabou de acordar e não pode beber muita água, só umedecer os lábios primeiro."
Geovana observou o cuidado dele, e seus olhos ficaram marejados.
Ela nunca tinha visto Lucas daquele jeito. Normalmente, ele sempre tinha um ar de deboche e despreocupação, mas naquele momento, ele estava de uma gentileza indescritível.
Nesse instante, a porta do quarto se abriu.
Sófia e Gregório entraram, trazendo o café da manhã.
Ao ver que Geovana tinha acordado, os olhos de Sófia ficaram vermelhos imediatamente. Ela caminhou rápido até a cama e segurou a outra mão de Geovana.
"Geovana, finalmente você acordou! Como você está? Sente alguma dor? Eu morri de susto!"
"Estou bem." Geovana olhou para ela.
Gregório passou o braço pela cintura dela, guiando-a até o elevador. O calor de sua palma passava pelo tecido fino da roupa, trazendo uma sensação de segurança.
"Fique tranquila, com o Lucas cuidando dela, não vai acontecer nada."
A voz dele era grave e suave, e seu olhar pousou no rosto levemente cansado de Sófia: "Você também não dormiu bem ontem à noite, quer voltar para casa e descansar um pouco?"
Sófia balançou a cabeça, encostando-se no peito dele como uma gata dócil: "Não consigo dormir, minha cabeça está uma bagunça."
A porta do elevador se abriu lentamente e os dois entraram.
Na cabine estavam apenas eles dois. No espaço pequeno, o cheiro familiar de um envolvia o outro.
Gregório baixou a cabeça, olhando para a mulher em seus braços, e de repente disse: "Pare de pensar nessas coisas ruins. Vou te levar a um lugar."
Sófia levantou os olhos, com um toque de dúvida: "Para onde?"
Gregório fez mistério, com um sorriso leve surgindo no canto da boca: "Você vai ver quando chegarmos."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...