O coração de Sófia falhou uma batida, e ela assentiu: "Sim, por quê?"
"O resultado do check-up do Diretor Pacheco saiu."
A voz do Dr. Tavares era muito baixa. "A situação não é otimista. Sua condição física está muito pior do que prevíamos. Devido às longas noites em claro e ao excesso de trabalho, recomendamos que ele seja internado imediatamente para tratamento, mas ele..."
O Dr. Tavares suspirou e continuou: "Ele se recusou."
"Srta. Lopes, o Diretor Pacheco... ele está com algum problema?"
"Se ele continuar assim, seu corpo vai entrar em colapso."
"Você é a pessoa mais próxima dele, precisa convencê-lo."
"Diga a ele para não se esforçar tanto. Dinheiro não é tudo, a saúde é o mais importante."
A mente de Sófia zumbiu, como se tivesse sido atingida por um martelo pesado.
Ela se lembrou da aparência de Gregório nos últimos tempos: ele sempre parecia muito cansado, as olheiras sob seus olhos cada vez mais escuras, e às vezes, durante as refeições, ele franzia a testa inconscientemente.
Ela pensava que era apenas por causa do trabalho intenso, mas não imaginava que a situação fosse tão grave.
"Eu entendi, obrigada, Dr. Tavares."
A voz de Sófia tremia um pouco.
O Dr. Tavares olhou para seu rosto pálido e deu um tapinha em seu ombro: "Convença-o bem."
"Não espere até que seja tarde demais para se arrepender."
Depois que o Dr. Tavares se foi, Sófia ficou parada no mesmo lugar por um longo tempo.
Seu coração parecia obstruído por algo, uma sensação sufocante.
Depois de um tempo, a porta da emergência se abriu.
O médico saiu e balançou a cabeça para Sófia: "O paciente não tem nada grave, apenas bebeu demais e está com um pouco de hipoglicemia."
"Ele vai ficar bem depois de descansar um pouco."
Sófia sentiu um alívio, mas logo uma onda de raiva a dominou.
Ela entrou na sala de emergência e viu Regis sentado na cama, comendo uma maçã às escondidas.
Ao vê-la entrar, ele largou a maçã imediatamente e começou a gemer de novo.
A voz de Sófia era gélida: "Pare de fingir, o médico disse que você não está doente."
O rosto de Regis empalideceu, e ele não ousou dizer mais nada.
Sófia pegou o celular e discou um número.
Logo, a voz de um homem soou do outro lado da linha: "Alô, Diretora Lopes."
"Diretor Nunes," a voz de Sófia era calma e impassível, "a dívida de jogo que Regis tem com você, eu pago."
"Mas com uma condição."
O Diretor Nunes do outro lado da linha ficou surpreso por um momento, depois riu: "Diretora Lopes, pode dizer."
"De agora em diante, não empreste mais dinheiro a ele e não o importune mais."
O olhar de Sófia pousou em Regis. "Vou transferir o dinheiro para a sua conta."
"Mas, se eu ouvir falar que você teve qualquer envolvimento com ele novamente, farei com que seu cassino não possa mais funcionar."
O Diretor Nunes ficou em silêncio por um momento do outro lado da linha, depois riu: "Claro, se a Diretora Lopes diz, eu naturalmente confio."
Depois de desligar, Sófia olhou para Regis e disse friamente: "O dinheiro, eu paguei por você."
"Desta casa, você tem que sair hoje. De agora em diante, cuide-se."
Ela se lembrou das palavras do Dr. Tavares, da aparência cansada de Gregório, e sentiu uma dor no coração.
Ela se levantou, foi para a cozinha e preparou uma sopa para curar a ressaca.
Fez também alguns dos seus pratos favoritos e os arrumou na mesa de jantar.
Então, ela se sentou na sala de estar, esperando por ele.
O tempo passava, minuto a minuto.
Os pratos na mesa esfriaram.
A sopa na panela também perdeu o calor.
Sófia, recostada no sofá, adormeceu sem perceber.
Em seu sonho, ela viu Gregório deitado em uma cama de hospital, com o rosto pálido.
Ela tentou segurar sua mão, mas não conseguia alcançá-la.
Não sabia quanto tempo havia passado quando foi despertada pelo som da porta se abrindo.
Ela abriu os olhos bruscamente e viu Gregório entrando cambaleante no hall.
Seu rosto estava pálido, seus olhos injetados de sangue, parecendo exausto ao extremo.
O coração de Sófia se apertou violentamente.
Ela se levantou, caminhou rapidamente até ele e amparou seu corpo vacilante: "Gregório, quanto você bebeu?"
Gregório ergueu a cabeça e, ao vê-la, seus olhos turvos clarearam instantaneamente.
Ele sorriu, abraçando-a, sua voz rouca e terna: "Eu voltei..."
Seu abraço era quente, e o cheiro de álcool invadiu o ar—

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...