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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1321

Os olhos de Sófia marejaram.

Ela estendeu a mão e o abraçou com força: "Gregório Pacheco, você é idiota? Como pôde beber tanto com a saúde desse jeito?"

Gregório ficou atordoado.

Ele estendeu a mão e, desajeitadamente, enxugou as lágrimas dela, a voz carregada de desculpas: "Desculpe... não foi minha intenção... os clientes estavam muito animados..."

Sófia olhou para o rosto pálido dele, para o cansaço profundo em seus olhos.

Ela sabia que era pelo trabalho, pelo Grupo Pacheco, por ela e por Clara.

Mas como ele podia descuidar tanto do próprio corpo?

"Gregório," Sófia levantou a cabeça, olhando nos olhos dele, a voz embargada, "Você tem noção de que o seu corpo..."

Antes que pudesse terminar a frase, o corpo de Gregório oscilou, a cabeça pendeu para o lado e ele encostou no ombro dela, caindo num sono profundo.

O corpo de Sófia congelou.

Ela baixou a cabeça, olhando para o rosto adormecido dele, sentindo o peito cada vez mais apertado.

-

O inverno chegou e o tempo ficava cada vez mais frio.

Pouco depois das cinco da tarde, o céu já estava escuro.

Sófia segurava o volante, observando os flocos de neve que caíam cada vez maiores lá fora.

Hoje era o dia das provas finais de Clara e Enzo, e também o último dia do semestre letivo.

Quando saiu de casa pela manhã, o céu estava apenas nublado, mas não imaginava que nevaria ao entardecer.

Dizem que neve traz boa sorte para o ano que vem, pensou Sófia. Com esse bom presságio, as provas das crianças também deviam ter corrido bem.

Ela pensou em pegar o celular para mandar uma mensagem a Gregório, avisando sobre a neve e pedindo cuidado na estrada, mas seus dedos pararam sobre a tela e ela recolheu a mão.

Nos últimos dias, desde que Gregório chegou bêbado em casa, ela guardava uma mágoa no peito, misturada com preocupação, sem saber como abordar o assunto dos exames médicos dele.

O carro entrou lentamente no portão do Colégio Experimental, que já estava lotado de pais buscando os filhos.

Sófia encontrou uma vaga, estacionou e, ao abrir a porta, uma rajada de vento gelado entrou, fazendo-a encolher o pescoço de frio.

Ela ajustou seu casaco de lã e caminhou apressada em direção ao prédio principal.

Na saída, as crianças formavam filas para ir embora.

Sófia varreu a multidão com os olhos e logo avistou duas figuras familiares.

Clara vestia uma jaqueta vermelha, parecendo um pequeno sol, saltitando na frente e tagarelando sem parar.

Atrás dela, Enzo caminhava de cabeça baixa, arrastando os pés, com uma aparência desanimada.

Enzo levantou a cabeça, vendo o olhar preocupado de Sófia e Clara, e a tristeza represada transbordou.

Ele fungou e sussurrou: "Mamãe, eu... eu não consegui fazer várias questões."

"Com certeza fui muito mal."

"Não tem problema!"

Clara deu um tapinha no ombro dele, consolando-o como uma pequena adulta: "Todo mundo tem dias ruins. Olha eu, no último teste de matemática errei uma questão."

"Depois estudei direitinho e dessa vez tenho certeza que fechei a prova."

Vendo a confiança de Clara, Enzo não conteve um sorriso tímido, e seu desânimo diminuiu um pouco.

Sófia segurou a mão das duas crianças e caminhou em direção ao estacionamento.

A neve caía cada vez mais forte, pousando suavemente nos cabelos e ombros deles, formando rapidamente uma fina camada branca.

Clara estendia a mão empolgada para pegar os flocos, gritando: "Está nevando! Está nevando! Vamos poder fazer um boneco de neve!"

Ao chegarem perto do carro, um Bentley preto familiar estacionou suavemente ao lado.

A porta se abriu e Gregório desceu, vestindo um sobretudo preto que realçava sua postura elegante, segurando um guarda-chuva preto.

Seu olhar pousou em Sófia e ele caminhou rapidamente até ela, abrindo o guarda-chuva sobre a cabeça dela, protegendo-a da neve que dançava no ar.

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