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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1311

"Não tenha medo, a mamãe está aqui."

Sófia deu um tapinha nas costas da filha, seu olhar instantaneamente gelado, a voz cortante como gelo. "Como você me encontrou aqui?"

"Como eu não encontraria?"

Regis zombou, correndo em direção a ela em poucos passos, seu olhar varrendo-a e a Clara.

Seus olhos finalmente pousaram na vasilha térmica vazia que ela carregava, como se tivesse encontrado uma prova irrefutável. "Ora, ora, Sófia, você é mesmo inacreditável!"

"Gastando o meu dinheiro para sustentar outro homem por aí, e ainda levando sopa para ele. Você não tem vergonha?"

Com essas palavras, os poucos pais que ainda estavam por perto lançaram olhares curiosos, e sussurros de fofoca podiam ser ouvidos.

Seu braço que segurava Clara se apertou, as juntas dos dedos ficando brancas.

"Lave essa sua boca imunda!"

Ela recuou alguns passos, tentando evitar o cheiro de álcool que emanava dele. "Cada centavo que eu gasto, eu mesma ganhei. Não tem nada a ver com você!"

"E mais, aqui é uma escola. Se quer fazer um escândalo, vá para a sua casa!"

"Eu, fazendo um escândalo?"

Regis riu como se tivesse ouvido a maior piada do mundo, sua voz se elevando ainda mais, atraindo até mesmo o olhar curioso do porteiro.

"Vou te dizer uma coisa, Sófia: eu e sua mãe podemos nos divorciar, mas metade dos bens tem que ser minha!"

"Caso contrário, eu virei aqui te importunar todos os dias, para que todo mundo saiba que tipo de mulher e filha você é."

Dizendo isso, ele tentou agarrar o braço de Sófia.

Sófia, com reflexos rápidos, desviou-se enquanto segurava Clara e disse friamente: "Atreva-se a tocar em mim."

"Por que eu não me atreveria?" Regis, enfurecido com a atitude dela, tentou avançar novamente. "Se você não me der uma resposta hoje, ninguém sai daqui!"

Nesse momento crítico, um Bentley preto parou suavemente na beira da estrada.

Gregório praticamente saltou do carro, agarrou o pulso de Regis com uma força surpreendente.

Regis gritou de dor, gemendo: "Você quer me agredir em plena luz do dia?"

"Agressão?" A força de Gregório aumentou, e o rosto de Regis ficou pálido de dor, com um suor frio brotando em sua testa, mas ele ainda tentava se manter firme.

"Você... Eu sou o pai dela! Estou dando uma lição na minha filha, o que você tem a ver com isso?"

"O que acontece com ela, acontece comigo", disse Gregório, palavra por palavra. "Aconselho que você se comporte. Sobre o divórcio, Sófia já contratou o melhor advogado. É melhor você desistir dessas suas ideias."

"Além disso, o escândalo que você fez hoje na frente da escola, eu já mandei gravar. É o suficiente para te dar muitos problemas."

O rosto de Regis ficou instantaneamente pálido.

Ele nunca imaginou que Gregório ainda se importasse tanto com Sófia.

Sua arrogância diminuiu pela metade. Ele lutou para libertar a mão, mas ainda soltou ameaças: "Tudo bem... tudo bem, sua Sófia. Acha que pode voar sozinha agora, não é?"

Clara, encostada no colo de Sófia, abriu os olhos sonolenta, sua mãozinha agarrando a lapela de Gregório, e murmurou: "Papai, a mamãe chorou..."

O olhar de Gregório se suavizou instantaneamente. Ele acariciou a cabeça de Clara, sentiu sua testa, e sua sobrancelha se franziu ainda mais. "A Clara ainda está com febre, vamos levá-la ao hospital, não podemos demorar."

"Não precisa, a enfermeira da escola disse que é só febre baixa, que em casa, com remédio e descanso, ela melhora."

Sófia fungou, olhando para a filha que já dormia em seus braços. "É tudo culpa minha, não cuidei bem dela e ainda a deixei presenciar uma cena dessas."

"A culpa não é sua."

Gregório soltou o queixo dela e, em vez disso, passou o braço por seus ombros, envolvendo-a e a Clara em um abraço.

"Foi o Regis que passou dos limites."

"Fique tranquila, eu vou resolver isso."

Ouvindo essas palavras.

Seus nervos tensos finalmente relaxaram, e sua cabeça se apoiou involuntariamente em seu peito.

Gregório abaixou a cabeça, seu queixo roçando o topo do cabelo dela, e sussurrou com uma voz tão terna que parecia poder derreter: "Chore, vai se sentir melhor depois."

Sófia não disse nada, apenas o abraçou pela cintura, enterrou o rosto em sua camisa, seus ombros tremendo levemente.

Depois de um bom tempo, Sófia finalmente se acalmou. Ela levantou a cabeça, seus olhos vermelhos.

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