Não demorou muito para que o Diretor Nunes chegasse apressado.
Assim que entrou, ele se curvou para Gregório, com um sorriso no rosto: "Sr. Pacheco, o que o traz aqui?"
"Isso foi uma falha da nossa administração. Fique tranquilo, vamos lidar com isso com seriedade!"
O Diretor Nunes se virou para Marcel, sua expressão se fechou e ele o repreendeu severamente: "Marcel!"
"Como você ousa maltratar e insultar a família de um colega na escola! A partir de amanhã, você está suspenso! Vá para casa e reflita sobre seus erros!"
Mirella, pálida, quis dizer algo, mas foi silenciada por um olhar do Diretor Nunes.
Ela sabia que a batalha estava perdida. Se continuasse a causar problemas, só traria mais vergonha para a Família Veiga.
Gregório não lhes dirigiu mais nenhum olhar. Ele se virou para Clara e Enzo, abraçou as duas crianças e sorriu gentilmente para Sófia.
"Pronto, está tudo bem." Gregório afagou a cabeça das duas crianças, sua voz suave. "No futuro, se alguém mexer com vocês, não tenham medo. Hoje vocês lidaram com isso muito bem."
Na sala, Mirella e Marcel já haviam desaparecido. O professor, ao lado, pedia desculpas com o rosto cheio de culpa.
Gregório apenas assentiu levemente, pegou a mão de Sófia e, levando as duas crianças, saiu lentamente da sala.
Ao saírem do portão da escola.
Clara ergueu a cabeça para Gregório: "Papai, você foi incrível agora há pouco."
Gregório baixou o olhar para o rosto sorridente da filha, e a frieza em seus olhos se dissipou completamente, deixando apenas um sorriso gentil.
Enzo observou a cena, e o medo e a insegurança em seu coração se dissiparam gradualmente.
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À noite.
Na casa deles.
"Mude agora." Gregório estendeu a mão para pegar o casaco dela, que estava no sofá.
"Você está com bastante pressa."
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O vento da noite trazia um frescor. O carro acelerou até o prédio onde Sófia estava morando temporariamente.
Os dois, em um acordo silencioso, não disseram nada. Um arrumava as roupas, o outro organizava os livros, seus movimentos com uma familiaridade há muito perdida.
O porta-malas ficou completamente cheio. Quando voltaram para a casa que estivera vazia por tanto tempo, já era tarde da noite.
Sófia abriu a porta do carro e estava prestes a descer, quando seu pulso foi subitamente agarrado por ele.
A palma da mão de Gregório estava quente, sua força nem leve nem pesada, apenas o suficiente para envolver o pulso dela.
A luz dentro do carro era fraca, seu olhar pousou intensamente no rosto dela, carregado de uma emoção indescritível, e o ar instantaneamente se encheu de uma certa ambiguidade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...