Ela ainda não conhecia o histórico familiar da criança.
Agora, ao ver Gregório, ficou paralisada.
Ela umedeceu os lábios e se aproximou apressadamente, com uma expressão constrangida: "Vocês vieram, sobre este assunto..."
Gregório ignorou o professor, seu olhar pousou em Clara e Enzo, encolhidos no canto.
Ao ver o cabelo da filha desgrenhado e o rostinho sujo de poeira, ele franziu levemente a testa.
E ao ver os olhos de Enzo avermelhados e o arranhão no joelho ainda sangrando, a frieza em seu olhar se aprofundou.
Ele soltou a mão de Sófia, caminhou lentamente até Clara, agachou-se e ajeitou seus cabelos bagunçados, sua voz baixa, mas gentil: "Diga ao papai o que aconteceu."
Ao ver Gregório, as lágrimas de mágoa de Clara caíram instantaneamente.
Ela se jogou nos braços de Gregório: "Papai, o Marcel estava maltratando o irmão Enzo, disse que ele era filho de um traidor, o empurrou e pisou nos livros dele."
"Eu não deixei ele maltratar o Enzo, então ele me bateu, e eu revidei."
Enzo também acrescentou em voz baixa: "Foi ele quem me empurrou primeiro, e me xingou..."
Ele havia acabado de voltar.
Não queria causar problemas na escola, nem em casa.
Gregório ouviu e seu olhar esfriou.
Ele se levantou, seu olhar pousou em Mirella, e seu tom era indiferente: "Sra. Veiga, correto?"
Mirella sentiu um calafrio sob o olhar dele, mas ainda se manteve firme: "Sr. Pacheco, mesmo que meu filho tenha provocado, eles não deveriam ter batido nele!"
"Olhe para o rosto do meu filho, veja como ficou arranhado!"
Gregório nem sequer olhou para ela.
Ele se virou para o professor: "Gostaria de saber se as regras desta escola permitem que os alunos insultem seus colegas à vontade. Revidar é considerado legítima defesa?"
O rosto do professor empalideceu, e ele gaguejou sem conseguir responder.
Gregório não esperou pela resposta e se virou novamente para Mirella: "Sra. Veiga, seu filho insultou a família de Enzo, o empurrou e pisou em seus livros. Isso é um fato."
"Diretor Nunes, é o Gregório."
"O aluno da sua escola, Marcel, insultou publicamente e agrediu um colega. Por favor, venha até aqui."
"Além disso, sobre a diretora do conselho da sua escola, a Diretora Elsa, acho que nós, do Grupo Pacheco, precisamos reconsiderar nossa parceria com ela."
Ele desligou o telefone e olhou para o rosto pálido de Mirella: "Sra. Veiga, agora, você ainda acha que são os meus filhos que precisam pedir desculpas?"
Ela queria competir com poder e status.
Pois bem, que competisse.
Mirella entrou em pânico total.
Ela nunca imaginou que Gregório, por causa de duas crianças, ameaçaria diretamente a parceria de seu marido.
O Grupo Pacheco era um gigante da indústria. Se a parceria fosse realmente encerrada, as perdas da Família Veiga seriam imensuráveis.
Sua arrogância desapareceu sem deixar vestígios. Olhando para o olhar gelado de Gregório, seus lábios tremeram, e ela não conseguiu dizer uma palavra por um bom tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...