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A Glória da Ex-Esposa romance Capítulo 1289

Ela parou seu movimento e virou a cabeça para olhar o homem ao seu lado.

"O que foi?"

Sua voz era muito suave.

Gregório não disse nada.

Sua palma pressionava o pulso dela, e no ponto de contato da pele, era como se uma corrente sutil estivesse crepitando.

Os nós dos dedos do homem eram distintos, sua força nem leve nem pesada, apenas o suficiente para envolver o pulso dela, sem machucá-la, mas com uma sensação de aprisionamento do qual não se podia escapar.

Seu olhar era profundo, pousado no rosto dela. Seus cílios eram longos, projetando uma pequena sombra sob as pálpebras, escondendo as emoções que fervilhavam em seus olhos.

O ar dentro do carro parecia ter sido colocado em câmera lenta, até o som da respiração se tornou audível.

O coração de Sófia inexplicavelmente falhou uma batida.

Ela não resistiu, apenas ergueu levemente uma sobrancelha e perguntou novamente: "Gregório, o que você quer, afinal?"

Só então o homem falou lentamente, sua voz baixa e rouca, como um sussurro gentil tingido pela noite: "Nada."

Seu polegar acariciou suavemente a pele delicada do interior do pulso dela. "Só senti que... faz muito tempo que não te olho assim."

Essa frase foi dita suavemente.

Ela virou o rosto para a escuridão lá fora, mas um sorriso quase imperceptível surgiu em seus lábios: "Você não disse que ia se esforçar para me reconquistar?"

"Sim." Gregório respondeu, soltando o pulso dela, mas o calor de sua palma parecia ter ficado marcado em sua pele, persistindo por um longo tempo.

Ele abriu a porta, saiu primeiro, deu a volta até o lado dela, abriu a porta para ela e estendeu a mão cavalheirescamente. "Pode descer."

Ela não pegou a mão dele, mas abriu a porta sozinha e, de salto alto, caminhou diretamente para a entrada do prédio.

Gregório observou suas costas, um traço de sorriso em seus olhos, e pegou a bagagem do porta-malas, seguindo-a rapidamente.

A casa estava exatamente como Gregório havia dito, nada havia mudado.

As cortinas ainda eram do linho que ela mesma havia escolhido, bordadas com pequenos padrões de jasmim que balançavam suavemente com o vento.

Na mesinha de centro da sala, ainda estava a xícara de porcelana que ela costumava usar, a borda do copo gasta pelo toque.

O jasmim na varanda florescia abundantemente, e o vento noturno trazia seu perfume para dentro da sala, uma doçura que fazia o coração tremer.

No quarto principal, do outro lado, Gregório também não dormia.

Ele estava encostado na cabeceira da cama, segurando o celular.

A tela iluminava uma foto de Sófia.

Na foto, a mulher sorria, seus olhos curvados, a luz do sol tocando seu rosto e cobrindo-o com um brilho dourado.

Seus dedos deslizaram suavemente sobre o rosto na tela, seus olhos cheios de uma ternura profunda.

Ele sabia que Sófia ainda estava hesitante.

Os mal-entendidos e as mágoas do passado não podiam ser apagados com um simples "eu errei".

Ele estava disposto a esperar. Esperar que ela superasse completamente suas reservas, esperar que ela voltasse para ele de bom grado.

Naquela noite, separados por uma parede, ambos se viraram e reviraram, mas em um entendimento tácito.

Nenhum contato íntimo, nenhuma declaração apaixonada, apenas uma leve ambiguidade que brotava e se espalhava silenciosamente na escuridão da noite.

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