Ele revirou os olhos e, de repente, avistou os livros espalhados no chão. Agachou-se, pegou um deles e ameaçou rasgá-lo.
"Não rasgue!"
Enzo se desesperou, levantou-se do chão e correu para pegar o livro de volta, mas Marcel o chutou na barriga.
Esse chute enfureceu completamente Clara.
Ela esqueceu qualquer técnica e avançou sobre Marcel, arranhando e puxando.
Marcel ficou com o rosto cheio de marcas vermelhas, gritando de dor. Os outros meninos entraram em pânico, tentando separá-los, mas foram repelidos pela fúria de Clara.
Em um instante, a esquina virou um caos.
Choros, xingamentos e gritos se misturaram, atraindo a atenção de um professor que passava.
O professor ficou chocado com a cena e correu para separar Clara e Marcel, que estavam brigando.
Marcel estava com o rosto arranhado, as roupas rasgadas e chorava copiosamente.
Clara não estava muito melhor, com os cabelos desgrenhados e o rosto sujo de poeira, mas ainda mantinha o queixo erguido, encarando Marcel, sem a menor intenção de desistir.
Enzo estava ao lado, com o rosto cheio de pânico, segurando firmemente a barra da roupa de Clara.
"O que está acontecendo aqui?"
O professor, olhando para a confusão, ficou pálido de raiva e perguntou em voz alta.
Marcel chorou ainda mais alto, apontando para Clara e Enzo, e se queixou entre soluços: "Professor! Eles me bateram! Enzo é filho de um traidor, eu só comentei isso e a Clara veio para cima de mim!"
A expressão do professor ficou ainda pior.
Ele, claro, conhecia a história de Enzo e também a influência de Marcel.
Sem nem mesmo investigar o que aconteceu, ele repreendeu Clara e Enzo: "Não importa o que aconteceu, agredir alguém é errado. Vocês dois, chamem seus pais para virem à escola!"
-
Gregório entrou de mãos dadas com Sófia.
O homem usava um terno preto bem cortado, sua postura era ereta, seus olhos tinham um brilho gélido, e sua aura era tão poderosa que intimidava.
Sófia usava um vestido branco-creme, com um ar gentil, mas uma frieza inegável em seu olhar.
A sala, antes barulhenta, ficou em silêncio no momento em que eles entraram.
A arrogância de Mirella diminuiu instantaneamente ao ver Gregório.
Ela, claro, conhecia Gregório, o líder do Grupo Pacheco, uma figura que até mesmo seu marido tentava agradar.
Mas, lembrando que seu filho havia sido maltratado, ela endureceu, levantou-se e adotou uma postura de quem estava com a razão.
"Sr. Pacheco, Sra. Lopes."
O professor acabou de chegar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...