Aquela luz tremeluzia no meio da neve e do vento, mas era como uma estrela na escuridão, iluminando o caminho à sua frente.
Era o posto de pesquisa.
Gregório cerrou os dentes, usando a última gota de sua força, e cambaleou em direção àquela luz.
Estava cada vez mais perto.
Ele podia ver o contorno do posto de pesquisa, podia ver as figuras se movendo na plataforma.
Daniel, na plataforma, foi o primeiro a vê-lo. Seu rosto mudou drasticamente, e ele correu com outras pessoas em sua direção.
"Diretor Pacheco!"
A voz de Daniel estava alarmada. Ao ver Sófia inconsciente nas costas de Gregório e sua aparência ferida e cambaleante, seu coração deu um salto. "O que aconteceu com o senhor?"
A visão de Gregório já estava turva. Ele ajeitou Sófia em suas costas e, com a última força que lhe restava, disse apressadamente: "Chame um médico rápido, veja a Sófia, ela está com febre alta..."
Mal terminou de falar, ele não aguentou mais e desabou pesadamente no chão, perdendo completamente a consciência.
Sófia, em seus braços, foi firmemente protegida por ele, sem sofrer nenhum arranhão.
O vento e a neve sopravam em seu rosto pálido, mas ele não sentia mais o frio.
As luzes do posto de pesquisa brilhavam intensamente, e a equipe médica correu, levando os dois inconscientes para o calor do interior.
-
Quando Sófia abriu os olhos novamente.
Descobriu que estava dentro do posto de pesquisa.
Depois que a febre baixou, seu corpo parecia ter perdido toda a força, sentindo-se dolorido e fraco. Até mesmo o ato de levantar a mão era difícil.
Sua cabeça estava pesada como chumbo, e suas têmporas latejavam.
Ela quase instintivamente afastou o cobertor, lutando para se levantar.
Em sua mente, havia apenas um pensamento —
Encontrar Gregório.
Como ele estava? Estava bem?
A ferida em sua mão havia piorado?
Fragmentos de sua jornada pela planície de gelo passaram por sua mente: as costas largas e firmes do homem, seus passos pesados, mas firmes, e o som abafado de sua queda final, tudo isso a feria como agulhas no coração.
"Srta. Lopes, a senhora acordou?"
A voz de Daniel soou na porta. Ele entrou carregando uma tigela de mingau morno, o rosto visivelmente cansado, os olhos ainda mostrando um resquício de medo.
Sófia olhou fixamente para ele, a voz rouca e irreconhecível: "Onde está Gregório? Onde ele está?"
A mão de Daniel que segurava o mingau hesitou, e sua expressão tornou-se um tanto complexa.
Ele pousou a tigela e disse suavemente: "Não se preocupe, o Diretor Pacheco... ele ainda não acordou, está no quarto ao lado."
Os olhos de Sófia ficaram vermelhos instantaneamente.
Ela estendeu a mão e tocou suavemente a testa de Gregório.
A temperatura que sentiu em seus dedos era alarmantemente alta.
Ele estava com febre.
E uma febre muito alta.
O coração de Sófia parecia ser esmagado por uma mão invisível, doendo tanto que ela mal conseguia respirar.
Ela se lembrou de quando ele a carregava na planície de gelo, passo a passo, a neve batendo em seu rosto, sua respiração cada vez mais ofegante, seus passos cada vez mais pesados, mas ele nunca a soltou.
Daniel ficou ao lado, observando a cena, sentindo-se mal.
Ele suspirou e disse suavemente: "Srta. Lopes, não fique tão triste."
"O Diretor Pacheco é uma pessoa de sorte, ele ficará bem."
"Já designamos mais pessoal para verificar sua condição a cada hora. Assim que houver melhora, avisaremos a senhora."
Sófia não disse nada, apenas se sentou lentamente na cadeira ao lado da cama, estendeu a mão e segurou com força a mão não ferida de Gregório.
Sua mão estava gelada, em nítido contraste com sua testa febril.
Sófia disse: "Não precisa, eu fico aqui cuidando dele."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Glória da Ex-Esposa
Ah não! Pq não continuam?????...