Esse homem era realmente —
Ele nunca aceitaria qualquer sombra de infidelidade pesando sobre a sua cabeça antes da conclusão de um divórcio, não é mesmo?
As expressões de Daniel pouco mudaram, mas uma leve agitação pareceu agitar os seus olhos serenos.
— Verdade? — Ele replicou em tom calmo. — Se for assim, o marido da Dra. Cavalcante é bem inútil.
— Em uma noite chuvosa no encontro de ex-alunos, não foi buscá-la. Quando os seus níveis de glicose no sangue caem, a ponto de quase desmaiar, ela não recebe nem sequer uma ligação de conforto do marido. Não se alimenta direito, definha a cada dia, e ele não aparenta a mínima preocupação.
— E quando sua mãe adoentada se perdeu nos arredores do hospital, ao dirigir correndo e quase se acidentar, nunca se viu nem um rastro do marido dela. — Daniel acrescentou, rindo suavemente, com uma doçura tranquila. — Sr. Diniz, esse tipo de marido não parece ser muito confiável, não acha?
A coloração no rosto de Arthur se alterou levemente, os seus olhos escuros ganharam uma profundidade abismal, que as pessoas custariam a decifrar, sentindo apenas a imensa aura gelada fluindo deles.
Beatriz não fitou as reações de Arthur, sabia que o clima não estaria dos melhores.
Mas o que Daniel afirmara era fato: Arthur não era o marido ideal para ela. E será que ela poderia considerar Arthur como alguém mau? Em relação à Sophia, ele era um excelente namorado, assumindo dever e proteção a cada passo, enchendo-a de carinho.
— Dra. Cavalcante, não leve a mal. Eu não conheço o seu marido, apenas julgo os seus comportamentos e acho que não ele não lhe seja um companheiro digno. — O olhar de Daniel pousou nela, carinhoso, mas carregado de certa culpa. — Se cometi algum engano, eu peço perdão.
— Não. — Beatriz disse. — A relação entre nós está sem emoção, já estamos prestes a divorciar.
Daniel virou-se pensativamente para Arthur.
— Vejo que esse marido não vale a pena de verdade. Um homem que não consegue amar alguém tão maravilhosa. Sr. Diniz, como homens, precisamos ter uma pitada de senso de responsabilidade.
— Mas vendo como o Sr. Diniz idolatra a Dra. Sophia, posso afirmar que ele certamente será um excelente exemplo de responsabilidade.
— Arthur, do que estavam conversando? Já quitei todas as contas de alta. — Sophia se acercou e entregou o cartão de crédito novamente para ele.
Arthur deu uma olhada no cartão e retrucou:
— Mantenha este cartão, pode usá-lo à vontade.
— Isso não é bom... — Sophia pareceu assustada, não esperando, de modo algum, tal atitude benevolente de deixar o cartão ao seu dispêndio.
— Você é minha namorada. Se não for para gastar o meu dinheiro em você, com quem será? — Arthur dirigiu seu olhar macio a ela. — Vamos? Hoje não faríamos uma refeição com seus pais? Venha comigo e vamos lhes comprar presentes.
O rosto de Sophia adquiriu um tom pálido e rosado.

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