Naquele momento, Beatriz sentiu como se os seus braços e pernas tivessem virado chumbo, completamente imóveis.
Estava claro como o dia de que Arthur havia mentido para ela.
E agora, sobre o que ele estava conversando com Sophia...
Jonas Mendes dissera claramente que ele estava voando para o exterior, mas ali estava ele, no hospital, com Sophia.
Beatriz sentiu uma dor aguda a cada respiração. Ela escolhera acreditar nele, apenas para a realidade acertar-lhe um tapa doloroso mais uma vez.
Um homem tão orgulhoso quanto ele, como poderia permitir que uma mulher carregando filhos que não fossem dele permanecesse ao seu lado?
Uma vez que a dúvida se alojara no seu coração, ele certamente buscaria a verdade. Como ele seria magnânimo o suficiente para deixar que ela desse à luz aquelas duas crianças?
Estava tão afundada na confusão que não sabia o que escolher.
Não sabia se corria até lá para questioná-lo por que ele a havia enganado, ou se deveria apenas voltar em silêncio para deitar na cama.
Beatriz cerrou os punhos e, assim que tentou dar as costas para retornar, sentiu uma forte dor latejante na cabeça.
— Baque...
Ela despencou no chão com tudo.
O homem virou a cabeça quase no mesmo instante em que ouviu o estrondo. Quando seus olhos encontraram Beatriz, as pupilas dilataram. Ele correu na direção dela e gritou por um médico.
Arthur jamais imaginou que ao voltar do aeroporto para o hospital para resolver um pequeno contratempo, depararia-se com uma cena tão sufocante.
O corpo frágil de Beatriz parecia não pesar quase nada nos braços dele. Ele a segurou firme e correu com ela para a emergência.
A expressão no rosto do homem era aterrorizante e, prestando atenção, notava-se que os braços com os quais ele a carregava tremiam levemente.
O médico, ao deparar-se com tamanha emergência, correu com a maca para o pronto-socorro.

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