O olhar sombrio de Arthur fixou-se nela:
— Você me acha com cara de idiota? A Sophia te empurrou, mas o bebê sobreviveu. Você decidiu abortá-lo por conta própria e agora a culpa é minha?
Ele tinha até refletido e sentido remorso no começo, mas depois que descobriu a verdade, tudo se transformou em cinismo.
— Nós podemos ficar quites sim. — Arthur falou com uma voz grave e fria.
O olhar de Beatriz vacilou, e ela o encarou fixamente:
— O que você quer?
— Case-se novamente comigo e me dê um filho. Depois que a criança nascer, estaremos quites. Eu te dou a sua liberdade e cruzarei a rua sempre que te vir.
Beatriz soltou um suspiro ofegante.
Era como se tivesse escutado a maior das piadas, sarcástica e absurda.
— A Sophia já está esperando um filho seu, que obsessão é essa? — Beatriz olhava para o rosto apático dele, sentindo o coração sendo dilacerado.
Era assim que Arthur era, sentia prazer em humilhá-la!
Mesmo depois do divórcio, ele ainda se recusava a deixá-la em paz!
Então que sentido fazia todo aquele processo de divórcio?
Arthur a encarou com um olhar profundo e inescrutável:
— E quem te disse que o filho da Sophia é meu?
O coração de Beatriz sofreu um baque violento. Ela inspirou profundamente, sentindo uma dor aguda e sufocante no peito.
O bebê na barriga de Sophia não era dele?
Beatriz apertou as mãos. Tinha que se acalmar...
Não podia deixar que as palavras dele causassem mais estragos.
Ela já tinha tomado a decisão de não amá-lo mais.
Mesmo que o bebê da Sophia não fosse dele, os fatos inegáveis permaneciam: ele a havia traído e não a amava. As feridas do passado também eram fatos inegáveis!
Além disso, ele nem chegou a afirmar categoricamente que o filho não era seu.
Tinha sido apenas uma pergunta retórica.
Beatriz trincou os dentes:


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