Arthur pousou os pratos e destampou-os um a um.
A comida era abundante, as cores, os cheiros e os sabores pareciam impecáveis. Tudo pratos da melhor qualidade, ricos em nutrientes para a recuperação.
Ele não deu a menor importância ao que Beatriz disse.
— Coma.
Quando ele finalmente abriu a boca, limitou-se a uma única palavra gelada.
— Arthur, você tem algum problema mental? — Beatriz, que já estava inquieta, irritou-se ainda mais com a atitude absurda dele.
— Foi você que ligou para a minha mãe, dizendo para eu não te perseguir? — Arthur sentou-se na beirada da cama e perguntou com um tom leve e indiferente.
— Fui eu sim, você já está afetando o curso normal da minha vida.
— Eu, te perseguindo? — Arthur zombou: — Não se ache tanto.
Beatriz franziu o cenho, lançando-lhe um olhar fixo, tentando com esforço manter o controle emocional:
— Certo. Já que não é o caso, faça o favor de sair.
— Beatriz, toda vez que eu apareço, você me manda ir embora. Você tem tanto medo de me ver na sua frente, ou será que tem medo de que o seu novo homem sinta ciúmes e fique com raiva?
Ela ficou sem palavras.
Era absolutamente impossível se comunicar com Arthur Diniz.
— Mandei você comer, não me faça repetir pela terceira vez.
Beatriz deu uma olhada na comida fumegante. Era óbvio que não tinha sido comprada; no exterior não existiam pratos como aqueles. Tinham que ter sido feitos em casa.
Provavelmente ele havia vindo visitar Sophia e lhe trouxe os restos de comida.
— E por que eu deveria te obedecer?
— Você não disse que não queria que eu aparecesse na sua frente? — Arthur cruzou as pernas, observando-a tranquilamente: — Você disse a Felipe Valente que o divórcio foi uma escolha minha. Mas você sabe muito bem como foi o processo do nosso divórcio.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Invisível