Inesperadamente, assim que terminou de estacionar o carro, ela viu Sophia Lemos.
— Beatriz, Dr. Ventura, que coincidência?
Beatriz estava bastante confusa. Ela não deveria estar jantando com Arthur Diniz e os pais dela? O que estava fazendo no hospital àquela hora?
— É mesmo uma coincidência. E você? — Daniel Ventura a encarou. — Não estava conhecendo os pais do seu namorado?
— Meu pai sentiu tonturas esta tarde, então viemos dar uma olhada. O Arthur está lá em cima fazendo companhia a ele, eu só desci para pegar os documentos no carro. — Sophia sorria, cada palavra proferida como uma declaração de posse.
Arthur Diniz era o seu namorado, e eles se casariam no futuro.
— Beatriz, a sua mãe também está internada neste hospital? Ouvi dizer que ela está gravemente doente há um tempo, ela está melhor agora? Se precisar de algo, pode me falar. O que eu não conseguir ajudar, peço para o Arthur dar uma força.
Beatriz sorriu levemente:
— Não é necessário.
Aceitar aquela oferta de Sophia a faria parecer extremamente patética. Precisar da ajuda do próprio marido e, ainda por cima, através das palavras da amante.
Ridículo.
-
Depois de subir as escadas, Beatriz foi ver sua mãe. O estado dela no momento era de lucidez, e, assim que viu Beatriz chegar, perguntou por Arthur.
— Ele está ocupado na empresa. Quando ele tiver um tempo livre, eu peço para ele vir. — Beatriz mais uma vez deu uma desculpa esfarrapada: — O ar lá fora está ótimo, quer que eu te acompanhe para dar uma volta?
Beatriz acompanhou a mãe em uma caminhada. Mas, para sua surpresa, assim que chegaram ao jardim dos fundos, deram de cara com Sophia de braços dados com Arthur.
A intimidade entre os dois era inegável.
Marta Cavalcante parou por um instante, e a expressão em seu rosto transpareceu estupor:
— Você —
— Mãe. — Beatriz interveio imediatamente, cortando a fala dela: — Estou com um pouco de fome, vem comigo lá para cima comer alguma coisa.
— Beatriz, essa é a sua mãe? — Sophia exibiu um sorriso doce e inocente: — Olá, senhora, eu sou colega de trabalho da Beatriz.
— Colega de trabalho uma ova, sua vagabunda! — Marta desferiu um tapa forte na mão de Sophia, com uma expressão feroz e ameaçadora no rosto.
Seu corpo já começava a tremer.


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