O rosto de Beatriz mudou drasticamente e ela imediatamente acompanhou a enfermeira correndo para a emergência obstétrica.
Arthur a seguiu de perto.
Ao chegar na porta da emergência, Sophia sabia que tinha feito algo errado e olhou para ela em pânico:
— Beatriz, eu não fiz por mal...
— Que medicamento você adicionou? — A voz de Beatriz foi fria e precisa. Ela não tinha tempo para repreendê-la; a prioridade era salvar o feto e a gestante.
Os lábios de Sophia tremiam:
— Progesterona...
Embora a progesterona ajude a manter a gravidez, o excesso pode causar malformação fetal ou até mesmo aborto.
Após entender a situação geral, Beatriz não disse uma palavra e foi direto cuidar do atendimento de emergência para preservar a gravidez.
As enfermeiras também entraram apressadamente com ela.
Sophia fitou, com lágrimas nos olhos, as costas ágeis e resolutas da mulher. Já assustada demais, ela caiu sentada no chão com um baque:
— Arthur, será que eu fiz uma besteira?
O homem abaixou-se para ajudá-la a se levantar, deu tapinhas em suas costas com as mãos grandes e a confortou em tom suave:
— Não foi nada, eu estou aqui, não se preocupe. Se algo acontecer, alguém assume a culpa por você.
— Mas... mas aquela grávida fez fertilização, sofreu tanto e finalmente conseguiu engravidar. Se ela perder o bebê por minha culpa, estou realmente perdida...
Ela não suportou mais, especialmente com o homem a confortando; sentiu ainda mais vontade de chorar por conta do ressentimento, e se jogou nos braços do homem em prantos, chorando copiosamente.
Uma hora depois.
Beatriz saiu da sala de emergência e Sophia ainda estava chorando no abraço do homem.


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