O restaurante foi escolhido por Edivaldo e ficava bem perto do hotel, a apenas cinco minutos de caminhada.
Quando Helena chegou, Edivaldo já a esperava no restaurante.
Essa cena a deixou um pouco atordoada.
Ela se lembrou dos dias em que costumava esperar Filipe para as refeições.
Mesmo que as vezes em que eles comiam fora juntos não fossem muitas, todas as vezes era ela quem chegava primeiro, era ela quem esperava.
Na verdade, oito a cada dez vezes ela levava o bolo dele.
Isso aconteceu tantas vezes que ela acreditou que atuar como chefe de uma empresa significava estar atolado de trabalho.
Por isso, chegar atrasado para jantar seria algo muito comum.
No entanto, essa percepção se mostrou completamente falsa com Edivaldo.
Se fôssemos falar sobre ocupação, Edivaldo deveria estar muito mais ocupado do que Filipe.
Filipe era o sucessor, o Grupo Cruz já era uma potência enorme quando caiu em suas mãos.
Já Edivaldo era quem verdadeiramente começou do zero e construiu seu caminho passo a passo. Tudo o que ele possuía agora era fruto do seu próprio esforço.
E, no entanto, parecia que era sempre Edivaldo quem a esperava.
Após se sentar, Helena perguntou a Edivaldo, meio constrangida: — Eu me atrasei?
— Não, eu cheguei cedo. — Edivaldo lhe passou o cardápio e recomendou os pratos principais do local.
Ele não se esqueceu de avisar ao garçom que, se os pratos contivessem ingredientes com amendoim, que se lembrasse de substituí-los por outra coisa.
Isso porque Helena era alérgica a amendoim.
Até mesmo Helena ficou bastante surpresa: — Como você sabe que eu tenho alergia a amendoim?
Edivaldo abaixou os olhos enquanto bebia chá, de modo que era impossível ler as emoções neles: — No passado, quando estávamos na ilha, ouvi você conversando com o chef.

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