No entanto, o olhar de Mariah era visivelmente carregado de hostilidade.
Até o ponto em que, quando Rebeca entrou, ela se inclinou propositalmente em direção a Israel.
Aproveitando a deixa, Israel levantou-se e disse que ia sair para fumar.
Mariah foi logo atrás dele, claramente com a intenção de correr atrás do marido.
Alguém perguntou em tom de fofoca: — Qual é a situação deles afinal? Se divorciaram mesmo ou não?
Uma das amigas que acompanhava Mariah respondeu de forma presunçosa: — É só um joguinho entre marido e mulher, vocês não entendem. Tem casal que se trata com respeito formal, e tem casal que vive brigando.
Dizendo isso, ela fez uma pausa proposital, lançou um olhar de esguelha para Rebeca e continuou: — A relação deles é ótima, não espalhem boatos por aí, para não dar esperanças a quem não deve.
A indireta foi tão óbvia que fez Rebeca franzir a testa involuntariamente.
Rui de repente levou um chute por baixo da mesa.
Ele logo se manifestou, perguntando à mulher que havia falado: — Desculpe, não me lembro de tê-la convidado para minha festa de aniversário. Você não entrou no lugar errado?
A expressão da mulher congelou, mas ela forçou um sorriso constrangido e explicou: — Vim acompanhando a Mariah.
— Eu também não convidei a Mariah.
Com isso, a mulher não conseguiu nem forçar o sorriso de constrangimento.
Mas a cara de pau dela falava mais alto.
— Já que estou aqui, considere como alguém a mais para animar a festa. O Sr. Rui não vai mandar os convidados embora, vai?
Todos ali eram pessoas civilizadas, e ela achou que Rui não seria indelicado a esse ponto.
Pena que ela se enganou.
Se ela não tivesse dito aquelas palavras instantes atrás, Rui até teria mantido a civilidade.
Mas ela fez questão de ofender Rebeca.
Então, não podia culpá-lo por ser insensível.
— Você acertou em cheio. A porta é por ali, tenha uma boa viagem de volta.
A mulher ficou com o rosto vermelho como um pimentão e, por fim, foi embora a contragosto.
— Presidente Ribeiro, sente-se aqui, é bem espaçoso. — Rui agiu com segundas intenções, acomodando Rebeca e Samuel lado a lado.
Ele torcia para que aqueles dois fizessem as pazes o quanto antes.
Afinal, se Rebeca estivesse bem, Samuel ficaria bem.
E com Samuel bem, a vida de todos ali melhoraria.
Mas como Rui era o aniversariante e insistiu na brincadeira, os outros só podiam concordar.
A regra era girar uma garrafa: a pessoa para a qual o fundo apontasse faria uma pergunta àquela apontada pelo gargalo.
O alvo poderia escolher responder a verdade ou aceitar beber como punição.
Rebeca estava prestes a dizer "divirtam-se, tenho um compromisso e já vou indo".
— Samuel, Rebeca, venham jogar também! Quanto mais gente, melhor! — Rui os chamou com entusiasmo.
— Se todo mundo for jogar e vocês não, o que vão fazer? Bater papo a sós?
Rebeca: "..."
Era melhor jogar, então.
Com ela participando, Samuel aproveitou para entrar na brincadeira também.
Na primeira rodada, foi Samuel quem caiu na berlinda.
Quem ia perguntar era Rui, que disparou: — Qual foi a coisa mais ousada que você já fez?
(call back, pessoal, ajudem o Samuel a responder essa)

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