Foi simplesmente porque ele não queria que Beatriz morasse lá novamente.
Aquele era um estágio muito crítico.
Ele vinha planejando isso há anos, e a cadeia de provas que ele tanto se esforçou para reunir estava quase completa.
Se ele hesitasse naquele momento, anos de esforço seriam em vão.
Então ele só podia ser cruel e demolir tudo.
A razão que ele deu para convencer Beatriz também foi muito plausível.
Ele disse que tudo ali havia sido feito por Rebeca, e temia que ela se sentisse desconfortável morando lá, então decidiu reconstruir.
Beatriz não suspeitou de nada e até ficou muito emocionada com a atitude dele.
Pensando que ele a amava loucamente.
Mas só ele sabia que, no momento em que a casa foi demolida, seu coração também desabou em ruínas.
Quando ele deixou a casa nas mãos de Rebeca para decorar, ele tinha um desejo egoísta.
Deixou que ela fizesse tudo de acordo com suas próprias ideias, sem se preocupar com as preferências dele.
Com medo de que ela recusasse, ele até fingiu não se importar muito, dizendo que não tinha grandes exigências para a casa, desde que fosse habitável.
Ele só queria ver como era a casa dos sonhos dela.
Se tivesse sorte e saísse em três ou cinco anos, ele ainda poderia passar o resto de sua vida aos trancos e barrancos na casa que ela havia construído.
Se não tivesse sorte, paciência.
...
O carro parou na entrada do hotel.
Rebeca tentou acordar Samuel novamente.
O efeito do álcool o deixou ainda mais confuso.
Quando o motorista veio ajudá-lo, ele estava tão desorientado que apenas continuou afastando as mãos do homem.
Rebeca não aguentou ver aquilo e foi ajudá-lo.
Ele não resistiu a ela, e quase todo o peso de seu corpo recaiu sobre Rebeca.
Rebeca ainda usava vestido de festa e salto alto, sem força nenhuma para sustentar o peso de um homem adulto.
— Você consegue andar sozinho? — a voz de Rebeca estava tensa pelo esforço.
— Eu também não moro aqui. — ele se recusou a entrar no hotel.
Porque, se não vendessem tudo, Rebeca se recusaria a ir para casa dormir.
Seu comportamento ao beber e sua tolerância ao álcool evoluíram juntos.
E Samuel nunca reclamou disso, aceitando tudo sem hesitar.
— Então onde você mora? — Rebeca suspirou. Afinal, ela não seria capaz de deixá-lo jogado na rua, e perguntou a Samuel com paciência.
A expressão de Samuel estava nublada, mas ele falou com muita convicção: — Eu moro no apartamento 1389 do Condomínio Sol Nascente.
O coração de Rebeca deu um salto, e seu olhar parou: — Onde você disse que mora?
Samuel repetiu palavra por palavra: — Eu moro no apartamento 1389 do Condomínio Sol Nascente.
Aquele era o apartamento alugado onde ela havia morado por sete anos.
Rebeca, claro, se lembrava.
Mas ela não sabia que Samuel estaria morando lá.
Quando ela realmente voltou para aquele apartamento, o impacto emocional foi imenso.
A disposição dos móveis ainda era a mesma de cinco anos atrás, quando ela alugava o lugar, sem ter mudado nada.
Até o troféu que ela valorizava tanto ainda estava no mesmo lugar de antes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta