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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 917

As sobrancelhas de Samuel deram um leve salto. Mas sua resposta veio sem o mínimo de hesitação.

— Quero.

Quero muito.

Aquele quase beijo no quarto de hospital, que ficou suspenso em uma penumbra cheia de tensão, o atormentou por muito tempo.

A pergunta dela foi como a faísca que riscou o palito, incendiando tudo dentro do peito dele.

Um brilho astuto passou pelos olhos de Rebeca.

— Mas eu acabei de comer durião, e esse é o cheiro que você mais detesta no mundo. — disse ela, de propósito.

Percebendo a provocação da mulher, Samuel riu pelo nariz, achando graça.

Ela tinha o dom de deixar o coração dele preso na garganta, sem descer e sem subir.

Ele realmente odiava o cheiro do durião.

Mas...

E daí?

Mesmo que ela estivesse coberta de durião da cabeça aos pés, ele beijaria do mesmo jeito.

A sensação de vitória de Rebeca não durou nem dois segundos antes de ela ser engolida pela escuridão intensa no olhar do homem.

Quando finalmente percebeu o perigo e quis recuar, já era tarde demais.

Como um caçador de elite, ele travou a mira na presa e deu o bote de forma implacável.

Antes que ela pudesse fugir, ele avançou a mão com firmeza, segurando a nuca de Rebeca, e tomou seus lábios num beijo possessivo.

Rebeca fechou a boca instintivamente.

Mas a força dele era absurda.

Sua mão esquerda apertou o queixo dela de leve. Apenas com esse movimento, ele invadiu sua boca sem qualquer dificuldade.

Rebeca soltou um pequeno som abafado contra os lábios dele.

E aquele gemido tão sutil foi como um afrodisíaco direto nas veias de Samuel.

Fazendo-o perder o restinho de controle que ainda tinha.

Quem brinca com fogo acaba se queimando.

Foi o último pensamento claro de Rebeca antes de sua sanidade ser completamente arrebatada.

Presa na gaiola dos braços dele, o coração dela batia de forma enlouquecida.

Após a primeira onda de fúria e tempestade, o beijo começou a se tornar mais gentil.

Samuel provou seus lábios, sugando-os com uma delicadeza envolvente e afetuosa.

E, toda vez que ela tentava se afastar, ele voltava a ser violento.

Ela simplesmente não tinha o direito de escolha.

Samuel Batista já não estava satisfeito apenas com isso.

Ele queria dominá-la por inteiro.

Mas Samuel Batista foi mais rápido e puxou Rebeca para o seu lado.

Helena tentou segurá-la no ar e errou. Ao perceber o que ele fez, lançou um olhar mortal na direção de Samuel.

— Vai se desinfetar primeiro. — disparou o homem.

Os olhos de Helena quase saltaram das órbitas.

Ela parecia algum tipo de bactéria ambulante, por acaso?

Desinfetar?!

Rebeca também achou que Samuel estava sendo exageradamente chato.

Até porque, ela é que era a pessoa infectada da casa, não a amiga!

Se alguém precisava se proteger, era Helena.

Mas Samuel Batista não via a coisa por esse ângulo. Sua voz soava cheia de nojo.

— Ela está doente e com a imunidade baixa. Deus sabe que tipo de sujeira você trouxe da rua para dentro dessa casa.

O rosto de Helena era uma grande interrogação.

Esse cachorro infeliz estava achando que era o dono da casa agora?

Rebeca soltou a mão de Samuel, defendendo sua amiga fielmente.

— Não seja rude com ela.

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