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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 844

Rebeca Ribeiro respondeu com rispidez.

Ele sabia que, quando ela estava sóbria, não o trataria da melhor forma.

Mesmo assim, Samuel Batista soltou um leve suspiro.

— Você é bem mais fofa quando está bêbada.

Bêbada, ela não o empurraria para longe nem o trataria com frieza.

Não diria palavras que o machucassem.

E até sentiria vontade de beijá-lo.

Rebeca Ribeiro já estava impaciente. De repente, um fogo indescritível bloqueou seu peito, sem ter por onde sair.

Ao ouvi-lo mencionar a noite anterior, ela reagiu como um gato que teve o rabo pisado.

Ela lançou-lhe um olhar feroz, transbordando raiva.

— Se você mencionar aquela noite mais uma vez, eu mando te matar!

Samuel Batista ergueu uma sobrancelha, com um sorriso de canto.

— A Presidente Ribeiro vai mesmo tirar proveito de mim e depois fingir que nada aconteceu?

O rosto de Rebeca Ribeiro ficou vermelho de indignação, e ela rebateu na mesma hora.

— Quando foi que eu tirei proveito de você?

— Ah, então está sendo tão agressiva por frustração, já que não conseguiu o que queria?

— Frustrado está você!

— Pois é, eu estou. Quando é que você vai resolver isso para mim?

Ele estava na seca há cinco anos, como não estaria frustrado?

Rebeca Ribeiro ficou sem palavras.

Em questão de cara de pau, ela nunca conseguiria competir com Samuel Batista.

No fim das contas, a única coisa que conseguiu fazer foi xingá-lo, cheia de revolta.

— Psicopata.

E marchou furiosa em direção ao banheiro.

Ela ficou por lá algum tempo.

Só quando o calor em seu rosto finalmente diminuiu, ela se levantou para sair.

Mas assim que ficou de pé, sentiu uma dor aguda e repentina no pé da barriga.

A dor familiar a fez perceber que sua menstruação havia chegado mais cedo.

Não era à toa que suas emoções estavam à flor da pele hoje. Era culpa dos hormônios.

Felizmente, ela tinha o hábito de carregar absorventes na bolsa, então não precisaria passar pela humilhação de pedir ajuda.

Ela só não esperava que a cólica dessa vez fosse ser tão violenta.

Quando Rebeca Ribeiro saiu do banheiro, Renato Lage também já havia voltado.

Seguindo o cronograma, eles se prepararam para seguir rumo à próxima base de inspeção.

Morta de vergonha e irritada, ela abaixou o tom de voz e ordenou que ele a colocasse no chão.

Samuel Batista não apenas a ignorou, como a apertou com ainda mais força contra o peito.

Como já não estava se sentindo bem, Rebeca Ribeiro nem sequer tinha forças para lutar.

Talvez por ter adiantado, a dor desta vez estava insuportavelmente forte.

Samuel Batista caminhou apressado com ela nos braços e ordenou ao motorista que fosse direto para o hospital mais próximo.

Rebeca Ribeiro estava encolhida no abraço de Samuel Batista.

Seu rosto estava tão pálido que parecia quase transparente.

A dor que vinha do pé de sua barriga parecia uma faca cega, cortando seus nervos golpe a golpe.

Um suor frio umedecia os fios de cabelo em sua testa.

Ela mordia os lábios com toda a força.

Samuel Batista deslizou a mão por baixo da roupa dela, tocando sua pele.

Rebeca Ribeiro se debateu num sobressalto.

— Não se mexa. — a voz de Samuel Batista soou grave, carregando uma tensão imperceptível. — Vou massagear para você.

A mão dele era grande e quente.

Ao encostar no abdômen dela daquele jeito, o calor da palma parecia ter um estranho poder calmante.

De alguma forma, realmente parecia aliviar a dor.

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