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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 822

Pelo menos, ela era a sua esposa legítima.

Pelo menos nisso, Rebeca Ribeiro nunca poderia superá-la.

O que ela jamais previu era que Israel Passos seria quem pediria o divórcio.

Ela fez escândalo, gritou, chorou, implorou... Mas nada foi capaz de fazê-lo recuar.

Ele estava absolutamente irredutível. A separação era definitiva.

A ponto de estar disposto a abrir mão de todas as parcerias entre a Banka e a família dela, sacrificando lucros gigantescos para ficar livre.

Com os olhos injetados e marejados, Mariah encarava Rebeca com um ódio puro e fulminante.

— Pare de se fazer de sonsa na minha frente. Não ache que eu não sei...

— Mariah Cavalcanti!

A voz gélida de Israel cortou o corredor logo atrás dela.

A fala de Mariah travou na mesma hora. Era como se uma bola de algodão molhado entalasse na sua garganta, engolindo qualquer som.

Israel cobriu a distância com poucos passos largos. Olhou para ela de cima a baixo, com a voz carregada de gelo:

— Vou pedir ao motorista para te levar para casa.

Mariah tentou resistir.

Ela tinha ido até lá para propor uma trégua.

Queria deixar bem claro que não aceitava o divórcio. Que queria ter um filho com ele.

Na sua cabeça, uma gravidez seria a corrente perfeita para impedir que ele a deixasse.

Momentos antes, dentro do escritório dele, ela se despiu e se jogou em seus braços.

Israel, porém, a repeliu com um distanciamento brutal.

Aquilo foi a pior das humilhações. Crescida como a princesa da família, ela sempre teve o mundo aos seus pés.

O único lugar onde se esborrachava na lama repetidamente era ao lado de Israel.

Foi por isso que saiu do escritório correndo, em prantos e arrasada...

Só não esperava esbarrar logo na mulher que mais odiava.

Ver a sua maior rival ali, prestes a encontrar com ele, destruiu qualquer rastro da sua sanidade.

— Eu não vou. — Mariah agarrou a manga do paletó de Israel, com tom de súplica. — Meu amor, eu não quero ir para casa.

— Mariah Cavalcanti, já te disse tudo o que tinha que dizer. A partir de agora, qualquer assunto você resolve com os meus advogados. — Israel puxou o braço, dando meio passo para trás.

A crueldade seca da frase paralisou o corpo da mulher.

O chão sob seus pés ruiu de vez.

O último resquício de esperança que brilhava em seus olhos foi impiedosamente esmagado.

O peito de Israel apertou de um jeito incômodo.

Se ela enviasse por e-mail, significava que não pisaria mais ali. Não haveria outra chance de se encontrarem.

Com a conversa encerrada, Rebeca não fez questão de prolongar a estadia e virou-se para partir.

Israel a chamou abruptamente.

As palavras que engoliu durante anos rasparam na sua língua antes de finalmente saírem:

— Eu e a Mariah vamos nos divorciar.

Rebeca virou para encará-lo com total desprendimento. Não havia nenhum traço de empatia no seu olhar. Parecia estar escutando a previsão do tempo.

— Se eu...

Rebeca ergueu o pulso e checou o relógio.

— Sinto muito, Israel, mas estou atrasada. Se for para batermos papo, fica para uma próxima oportunidade, tudo bem?

Ela não esperou por uma resposta. Simplesmente girou nos calcanhares e saiu apressada.

Israel ficou plantado no mesmo lugar, paralisado por um longo tempo.

Aquela confissão, assim como o velho e-mail enviado tantos anos atrás...

Mais uma vez, tropeçou na falta de sincronia do destino.

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