Rebeca Ribeiro ergueu levemente o queixo e mordeu o lábio dele.
A voz dele foi de um tom agudo a um rouco profundo em instantes.
Seus músculos incharam violentamente, e ele flutuou nas nuvens junto com Rebeca Ribeiro.
Mesmo se morresse naquele momento, ele estaria satisfeito.
O fogo selvagem passou, restando apenas as brasas.
Rebeca Ribeiro adormeceu de exaustão.
Mas seu sono não era tranquilo; suas belas sobrancelhas permaneciam levemente franzidas.
Samuel Batista traçou o rosto dela com a ponta dos dedos, como se quisesse alisar as rugas em sua testa.
Ela resmungou algo, parecendo protestar.
Samuel Batista baixou a cabeça, beijou suavemente a testa e a ponta do nariz dela, zombando baixinho.
— Sinto que fui usado de graça novamente por você.
O calor ainda não havia se dissipado quando novos sons surgiram do lado de fora.
A voz um tanto estridente de Brunela Martins soou no corredor.
— Está quase na hora, os repórteres já chegaram?
— Estão no elevador. — Respondeu Vinicius Martins.
Brunela Martins imediatamente se animou e ordenou ao guarda-costas ao lado.
— Daqui a pouco você chuta a porta direto, deixe os repórteres entrarem correndo para filmar, e certifique-se de que filmem com clareza.
O guarda-costas respondeu.
— Entendido.
Vinicius Martins verificou o horário e disse ao guarda-costas.
— Já é hora, deixamos tudo com vocês aqui, nós vamos nos retirar.
— Certo.
Vinicius Martins e Brunela Martins deixaram o local rapidamente, confiando o restante do plano aos seus subordinados.
Os repórteres chegaram em enxame nesse momento.
O guarda-costas seguiu imediatamente as ordens de pai e filha Martins e chutou a porta.
Os repórteres invadiram o quarto rapidamente.
Os flashes dispararam incessantemente, iluminando todo o quarto com frenesi.
Tudo estava exposto.
Um minuto depois.
Alguém comentou.
— Nós não conseguimos filmar nada.
Cassio Almeida entrou no quarto para verificar.
Rebeca Ribeiro ainda dormia, ignorando a cena caótica.
Ao sair do quarto, Cassio Almeida fechou a porta.
Sua expressão continuava assustadora.
Ele instruiu Alexandre Castro.
— Verifique todos os equipamentos de filmagem, apague todo o conteúdo, entregue-os à polícia e bana todas as mídias que participaram dessa invasão! Não deixe sobrar nenhuma!
Na Cidade H, a mídia sempre teve liberdade de expressão e ousava noticiar tudo.
Mas isso não significava que Cassio Almeida toleraria seus atos vis!
O grupo de repórteres empalideceu de medo.
Ser banido por Cassio Almeida significava que não haveria mais lugar para eles na Cidade H.
O guarda-costas dos Martins também estava em pânico, mordendo o lábio, achando que Cassio Almeida não o notaria.
Mas o olhar de Cassio Almeida caiu sobre ele naquele instante.
— Levem esses homens para interrogatório, descubram custe o que custar quem está por trás disso!
O coração do guarda-costas apertou, e ele teve um pressentimento terrível.

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