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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 783

Samuel Batista não se considerava um homem de vontade fraca.

Mas seu orgulhoso autocontrole não valia nada diante de Rebeca Ribeiro.

Não importava quantas vezes acontecesse, ele sempre se renderia.

Naquele momento, ele odiava a família Martins com todas as forças.

Se soubesse que usariam esse tipo de tática suja, jamais teria fingido cair na armadilha.

O problema é que agora ele caíra de verdade.

Rebeca Ribeiro perdera a razão, completamente dominada pela droga.

Ela o encarava com olhos marejados capazes de seduzir qualquer santo, pressionando-se incessantemente contra ele.

Parecia que apenas a proximidade dele aliviava seu sofrimento.

Aquele olhar era insuportável de resistir.

Gotas finas de suor brotaram na testa de Samuel Batista, e seu pomo de adão subia e descia.

Sua voz, rouca ao extremo, parecia ser espremida do fundo da garganta, com o maxilar travado.

— Rebeca, você está me induzindo ao crime.

Rebeca Ribeiro enterrou o rosto no pescoço dele, alheia à expressão de dor do homem.

Seu corpo fervia, como se um fogo a consumisse por dentro.

— Que calor...

Todo o seu corpo parecia tingido de um tom rosado.

Samuel Batista sentia o sangue ferver ao olhá-la, seus músculos retesados pelo tormento, o suor escorrendo pelo rosto.

O ar estava carregado de feromônios.

O hálito quente de Rebeca Ribeiro varreu sua orelha sensível.

— Me ajuda.

Ela implorou impotente, os olhos cheios de lágrimas e as bordas avermelhadas, exalando uma fragilidade devastadora sob a luz.

— Não posso. — Samuel Batista não ousava olhá-la. — Você vai ficar com raiva quando acordar, vai me culpar e me evitar.

Para manter a sanidade, ele a colocou de volta na cama à força.

Rapidamente, pegou o edredom e embrulhou Rebeca Ribeiro de qualquer jeito.

Rebeca Ribeiro, sofrendo com o calor, não estava disposta a colaborar.

Ela se debatia desordenadamente.

Samuel Batista tentava contê-la, atrapalhado.

Cobria em cima, descobria embaixo.

Cobria embaixo, ela puxava em cima.

Samuel Batista a ergueu, sua palma áspera percorrendo as curvas, sentindo claramente os tremores e a sensibilidade dela.

Ela parecia que se quebraria ao toque, derretendo-se em suas mãos.

A mão eletrizada segurou sua cintura fina, enviando uma onda de dormência por todo o corpo dela.

A voz dele estava rouca demais.

— Você é uma tortura.

Até a luz amarela quente do quarto parecia ter um tom ambíguo.

No ar, a respiração dos dois tornava-se cada vez mais pesada.

A iniciativa estava com Samuel Batista, que beijava com ferocidade e domínio.

Sua mão segurava firme o corpo dela, pressionando-a contra si, querendo absorver tudo o que ela era.

Rebeca Ribeiro sucumbiu.

Mas quem sucumbiu não foi apenas Rebeca Ribeiro.

Ela choramingou, como se estivesse chorando, um som fino e fraco, como se estivesse sendo intimidada.

O suor quente escorria pelo rosto de Samuel Batista.

Ele encostou a testa com força na de Rebeca Ribeiro.

— Rebeca, olhe bem, eu mantive o limite.

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