O jantar beneficente era organizado pela fundação criada pela Sra. Almeida em vida.
Este ano, o patrocínio vinha da NovaSilicium.
Fosse como a pessoa de maior confiança da falecida matriarca, ou como a atual responsável pela NovaSilicium, sua presença era obrigatória.
— Viciada em trabalho. — Queixou-se Helena Castro.
— Eu ganho o dinheiro para sustentar a casa e você fica responsável por ser linda. Não está bom assim?
Helena Castro riu.
— Com certeza está ótimo.
— E você, como está? — Perguntou Rebeca Ribeiro.
— Estou ótima!
Para provar, ela gritou alegremente do outro lado da linha:
— Você não tem noção de como a Ilha Jandirá cura a alma!
— Até aprendi a pescar no mar!
— É muito divertido!
— Dias atrás, peguei um atum-rabilho! Sou incrível, não sou?
Rebeca Ribeiro foi contagiada pelo bom humor dela, mesmo através do telefone.
— Incrível, minha querida! Depois quero ver tudo com calma.
— Com certeza! — Garantiu Helena Castro, batendo no peito.
Por fim, suspirou e disse:
— Rebeca, é muito bom ter você.
— Você me salvou, a Ilha Jandirá me salvou.
— Agora sinto que o mundo é maravilhoso.
— Qualquer pessoa ou coisa que me deixe infeliz, que vá para o inferno!
— A Ilha Jandirá não te salvou; foi você quem se perdoou lá.
Era exatamente como ela costumava dizer a si mesma.
Em certas situações, não é preciso vencer; basta conseguir escapar para resolver o problema.
— É verdade. Amar os outros mais do que a si mesma traz consequências ruins.
Helena Castro já havia se acalmado completamente.
— Já entrei em contato com Isaque Farias e o encarreguei de tratar do divórcio com Filipe Cruz. — Informou ela a Rebeca Ribeiro.
Um relacionamento é como um jogo de cartas.
Filipe Cruz segurava os coringas, achando que controlava o jogo.
Mas ele parecia ter esquecido um detalhe.


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