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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 677

Rebeca Ribeiro nunca imaginou que os dois se encontrariam nessas circunstâncias.

Samuel Batista havia emagrecido um pouco.

Não sabia se era por causa da iluminação da sala, mas seu rosto parecia um pouco pálido.

Seu cabelo estava mais curto, revelando uma cicatriz tênue na testa.

Rebeca Ribeiro se lembrava daquela cicatriz; diziam que fora de um acidente de carro quando ele foi buscar Beatriz Luz em uma boate.

Não era muito visível e poderia ser facilmente removida com tratamentos médicos.

Mas, por alguma razão, ele não a tratou.

Rebeca Ribeiro permaneceu em silêncio.

Foi Samuel Batista quem quebrou o silêncio. — Ouvi dizer que você tem solicitado visitas?

Rebeca Ribeiro assentiu com um breve "uhum".

O tom de Samuel Batista era um pouco grave, com um sorriso quase imperceptível nos lábios. — Para que me visitar? Você deveria me odiar. Seria melhor nunca mais nos vermos. Afinal, fui eu quem te decepcionou.

Se ela não tivesse superado, talvez pensasse assim.

Mas agora...

Rebeca Ribeiro apenas o olhou com calma e, quando ele também a encarou, ela disse em voz baixa: — Quem quer viver um drama de amor e ódio com você? Eu só quero que minha carreira decole.

O passado já era uma página virada para ela.

Então ela não o odiava, porque também não o amava mais.

Eles se olharam por um minuto.

Um sorriso surgiu nos olhos de Samuel Batista, um sorriso profundo e indecifrável. — Que bom.

Rebeca Ribeiro franziu levemente a testa.

Samuel Batista desviou o olhar, sua voz soando suave, com uma melancolia sutil.

— Quanto ao meu pai, se você estiver disposta, pode visitá-lo de vez em quando. Se achar que é um incômodo, não precisa ir. Você não me deve nada, nem à família Batista. Não sinta nenhuma pressão, e não encare isso como uma responsabilidade sua. Apenas viva bem a sua vida.

Samuel Batista disse muitas coisas.

Rebeca Ribeiro, no entanto, não falou mais.

Ela veio ver Samuel Batista originalmente para convencê-lo a encontrar um bom advogado e lutar mais um pouco.

Agora, parecia que não havia mais necessidade de convencê-lo.

Então, ela só podia permanecer em silêncio.

Samuel Batista provavelmente percebeu que ela não tinha mais nada a dizer e encerrou a visita mais cedo.

Mas ela transferiu a maior parte de seu trabalho para casa, para passar mais tempo com Klara Rocha.

E também para supervisioná-la.

— Eu quero voltar para minha casa.

— Esta é a sua casa. — Rebeca Ribeiro recusou diretamente o pedido de Klara Rocha.

Klara Rocha protestou: — Eu me sinto como se estivesse em uma prisão aqui, sendo vigiada por você o dia todo, como se eu fosse uma ladra.

— Então me diga, por que estou te vigiando?

Klara Rocha perdeu a confiança para discutir com ela.

No final, resignou-se a continuar morando com Rebeca Ribeiro.

Rebeca Ribeiro terminou de assinar o último documento, olhou para o relógio e disse: — Vamos, para o hospital. Hoje é dia de consulta de acompanhamento.

O resultado da consulta mostrou que tudo estava bem, e Rebeca Ribeiro se sentiu aliviada.

Ela então acompanhou Klara Rocha até sua antiga casa para pegar algumas coisas.

No andar de baixo, encontraram a vizinha, vovó Isa.

O rosto de vovó Isa estava escuro, como se tivesse sido atingido por fumaça.

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