Essa foi a melhor notícia dos últimos tempos.
Um sorriso finalmente apareceu no rosto de Rebeca Ribeiro. — Dr. Domingos, muito obrigada pelo seu trabalho durante todo esse tempo.
— É apenas o nosso dever. — Dr. Domingos respondeu com humildade.
— A propósito, Dr. Domingos, seria possível revelar as informações do doador? Eu gostaria muito de agradecê-lo(a).
Dr. Domingos, no entanto, balançou a cabeça. — As regras do hospital não permitem a divulgação de qualquer informação sobre os doadores. Sinto muito.
— Eu só queria agradecê-los, nada mais.
Dr. Domingos balançou a cabeça novamente. — Desculpe, não posso ajudar.
Rebeca Ribeiro não podia forçar a situação e apenas agradeceu ao Dr. Domingos.
Ao sair do consultório do Dr. Domingos, Rebeca Ribeiro ligou para Marina Domingos, pedindo que providenciasse um carro para buscar Klara Rocha na quarta-feira para a alta.
Ela dava as instruções enquanto caminhava em direção ao quarto de Klara Rocha.
Ao passar por um corredor, ela ouviu vagamente uma voz familiar.
— Está tudo bem, vamos.
Rebeca Ribeiro parou de repente, olhando instintivamente na direção de onde vinha o som.
Mas só viu as portas do elevador se fechando.
Do outro lado da linha, Marina Domingos perguntava sobre a cuidadora, mas como não obteve resposta de Rebeca Ribeiro, teve que chamá-la.
— Rebeca, você ainda está aí?
Rebeca Ribeiro finalmente voltou a si. — Você pode cuidar disso. Tente encontrar alguém com bastante experiência em cuidados.
— Certo.
Rebeca Ribeiro desligou o telefone e olhou novamente na direção do elevador.
Deve ter sido impressão minha.
Samuel Batista... ainda estava no centro de detenção. Como ele poderia aparecer aqui?
…
No trigésimo dia da prisão de Samuel Batista, a notícia se espalhou.
Mas na Cidade N, tudo permaneceu calmo.
— Tio Marcos. — Rebeca Ribeiro se aproximou e o chamou novamente.
Marcos Batista finalmente pareceu despertar e, ao ver Rebeca Ribeiro, forçou um sorriso. — Por que você veio? Eu estou bem, não precisa ficar vindo aqui o tempo todo.
Rebeca Ribeiro sentiu um nó na garganta.
Ele era quem mais sofria, mas ainda assim tentava consolá-la.
— Não estou muito ocupada ultimamente, então vim ver como o senhor está. — Rebeca Ribeiro se agachou para ajudar a limpar a ração derramada.
— Você veio por causa do Samuel, não é? — Marcos Batista sorriu fracamente. — Não se preocupe, eu estava preparado para isso. Consigo aguentar. Não se preocupe comigo.
Rebeca Ribeiro não disse nada.
Para algo assim, não importa o quão preparado se esteja, nunca é o suficiente.
Ela sabia que Marcos Batista estava apenas fingindo ser forte, mas não sabia como consolá-lo.
A única coisa que podia fazer era sentar-se com ele.
Mesmo que fosse apenas em silêncio.
Ao sair da casa da família Batista, Rebeca Ribeiro recebeu uma ligação do centro de detenção, informando que Samuel Batista havia concordado em receber sua visita.

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