Helena se virou e estava prestes a sair.
Ela não sabia que Filipe Cruz estava no pátio.
Se soubesse, preferiria ficar trancada no quarto a sair.
Um casal que antes dividia a mesma cama e era tão íntimo, chegar ao ponto de não suportar olhar um para o outro hoje em dia, era realmente de suspirar.
Mas assim que ela se virou, Filipe a chamou.
— Helena, você está realmente sendo sincera sobre querer se divorciar de mim?
Embora Helena não quisesse encará-lo, nem trocar mais uma palavra com ele.
Mas se fosse para falar de divórcio, ela tinha tempo vinte e quatro horas por dia.
E teria paciência de sobra.
Então ela se virou, encarando Filipe com muita calma, e deu uma resposta extremamente clara: — Sim.
Filipe ficou parado na noite, seus olhos escuros a observando em silêncio.
A luz do pátio ao lado refletia nos olhos do homem, tornando impossível ler suas emoções.
Depois de um longo tempo, ele perguntou de novo.
— Depois do divórcio, você será um pouco mais feliz do que é agora?
De manhã, quando a avó o forçou a se divorciar de Helena, ele estava teimoso, recusando-se a aceitar.
Mas a avó disse que, agindo assim, ele estaria aprisionando Helena e a faria infeliz.
Então, durante o tempo em que esteve fumando agora há pouco, ele continuou pensando, pensando...
Ele realmente não via Helena sorrir feliz na sua frente há muito tempo.
Sendo que ela costumava adorar sorrir.
Mesmo quando foi vendida por seu próprio tio por um dote altíssimo de cem milhões para um homem velho com fetiches pervertidos, ela não havia ficado tão deprimida quanto neste último período.
Então, foi realmente esse casamento que a aprisionou?
Helena ficou muito surpresa por ele fazer tal pergunta.
O Filipe do passado jamais faria uma pergunta como essa.
Ele sempre foi frio e racional.
Helena não sabia por que ele de repente havia mudado de atitude.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta