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Sem Perdão: Sua Ajuda Matou Meu Pai romance Capítulo 151

O tablet estava aceso, e a tela exibia a transmissão ao vivo da final de Marisa.

Lorenzo ouvia e assistia.

A pessoa dócil e suave que costumava estar ao seu lado agora se tornara incrivelmente deslumbrante.

Diante de centenas de milhares de espectadores, ela mantinha as palavras firmes, calma e serena.

Ela tinha ideais e ambições, e o corpo inteiro brilhava com uma luz deslumbrante.

— Antes, eu dependia da sombra das árvores para me abrigar do sol. Depois, a árvore caiu, o vento veio, e não houve ninguém para me proteger.

— Então, aprendi a ser minha própria floresta, a criar minhas próprias raízes e a crescer novamente na desolação das cinzas.

Ela sorriu levemente: — Onde as cinzas desaparecem, cada ano traz uma nova vida.

— Isso é *Alvorecer das Cinzas*, e também sou eu agora.

Ela não precisava depender de ninguém para seguir em frente, nem esperar um homem para resolver seus problemas. Se não houvesse caminhos visíveis, ela criaria o seu próprio trajeto sem ajuda de ninguém.

Assim que ela terminou de falar, o auditório principal ficou em silêncio.

Logo em seguida, aplausos estrondosos explodiram, ecoando por todo o local.

Os comentários na transmissão ao vivo também inundaram a tela.

[Do Guardião Eterno ao Alvorecer das Cinzas: vemos a transformação total dessa mulher]

[A ascensão feminina, as mulheres são incríveis]

[Não espere ser só algo bonito para os outros verem, seja forte e defina o seu próprio destino]

A bancada dos jurados permaneceu emocionada por um longo tempo.

Mestre Augusto pegou o microfone, o olhar atravessando a tela e caindo sobre os olhos de Marisa.

Com a voz solene: — O *Eterno Guardião* da semifinal tinha emoção, saudade e fraquezas.

— O *Alvorecer das Cinzas* de hoje tem fibra, alma e confiança.

— O primeiro lembrava alguém, o segundo estabelece a si mesmo.

Mestre Augusto fez uma pausa. — Quero lhe perguntar, esta obra é a sua resposta para deixar o passado para trás?

O olhar de Marisa se firmou levemente, ela assentiu de forma suave, com o tom franco e tranquilo.

— Sim.

No canto do quarto do hospital, Dr. Arthur olhava em silêncio para a pessoa na cama, a admiração em seus olhos sem qualquer disfarce.

A chamada terminou, e Giovana correu até ela com uma expressão de adoração.

— Amiga, quando você estava discursando, parecia a Deusa Atena, brilhando da cabeça aos pés.

Marisa ficou um pouco envergonhada e acenou com as mãos. — Que nada.

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