Irrecuperável.
Ele suspirou e começou a passar a mão, entediado, no broche que segurava.
— Ai.
Um formigamento agudo picou o dedo.
— Mas que diabo é isso?
Diego enrugou a testa e virou o broche.
Perto do fecho de metal, uma lâmina fina estava levantada.
Ele murmurou intrigado: — Quando é que começaram a fabricar esse tipo de material barato?
Era fino demais para fazer parte da estrutura do broche. Teria sido adicionado depois?
Usou a unha para apertar o metal e puxou com calma.
Um objeto menor que a unha deslizou para fora, preso a dois fios mais finos que fios de cabelo.
Na ponta, uma rodela muito plana.
Ele segurou o objeto e ficou em silêncio por dois segundos.
Será que...
—
Marisa caminhou pela cabine bufando de raiva.
Havia um buffet em um canto do primeiro andar, ela se aproximou séria, pegou algumas fatias de pão e as comeu.
Pensou em andar mais tarde para ver se encontrava a Mestra Helena.
Originalmente, Gabriel havia conseguido um convite para Giovana ser sua companhia.
Mas o avô de Giovana ligou avisando que o tio dela voltaria no fim de semana e queria um jantar em família, e ela desistiu.
Seus olhos varriam o salão, com as pessoas conversando em grupos de dois ou três.
De repente, uma voz amável soou ao seu lado.
— Nos encontramos de novo?
Marisa ergueu a cabeça e encontrou uma figura de branco.
Aquele rosto lhe era familiar.
Parecia...
— A senhorita ainda lembra de mim?

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