Residencial das Palmeiras —
O vapor envolvia o banheiro. Jade Costa estava na banheira, seus pulsos brancos brincando com a espuma e criando pequenas ondulações.
Ela segurava um tablet com as imagens das câmeras de segurança externas.
Viu o carro parar no portão e uma figura descer.
Logo em seguida, a campainha tocou rapidamente.
Pela frequência, ele devia estar com raiva.
Os lábios vermelhos de Jade se curvaram. Ela se levantou lentamente, espirrando um pouco de água.
Enxaguou a espuma e vestiu o roupão de seda que estava no suporte.
A porta se abriu. Lá fora chovia fraco, e o homem exalava umidade.
Ela se apoiou casualmente no batente, as gotas de água de seus cabelos longos manchando o roupão.
— Qual o motivo de o Gabriel vir até mim no meio da noite?
Gabriel franziu o cenho, os olhos escuros fixos nela.
Perguntou: — Quem você encontrou recentemente?
Encontrou quem?
Jade apertou os lábios, parecendo pensar, e então o encarou com calma: — O Gabriel está preocupado comigo?
— Eu perguntei quem você encontrou recentemente.
Ele repetiu.
Ao ver a postura dele, ela riu levemente: — Não encontrei ninguém. Você não disse para eu me comportar por um tempo?
O peito de Gabriel subia e descia. Jade ficou na ponta dos pés, chegou mais perto e farejou: — Bebeu?
— Veio derramar o coração para mim depois de beber?
Ela olhou para o céu e deu meio passo para trás.
— O Gabriel pretende conversar na chuva o tempo todo? Não diga que não avisei, há uma câmera na minha porta. Se o assunto for muito sensível, é melhor entrar.
Gabriel ergueu a cabeça, olhou para a luz vermelha piscando na câmera acima da porta e entrou.
— Foi você quem contou sobre Antônio querer que eu me case com a Família Xavier?
— Família Xavier?
Jade caminhou até o bar, serviu duas taças de vinho tinto, aproximou-se e entregou-lhe uma.


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