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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 81

Enquanto Jonathan trabalhava meticulosamente no que sabia fazer, Callum andava de um lado para outro na sala de reuniões, com a conversa recente com Isabel ainda fresca em sua mente. Sabia que a havia deixado confusa.

"Talvez tenha sido brusco demais", pensou rapidamente, mas logo descartou qualquer sinal de culpa.

Não podia se permitir distrações, não naquele momento. Havia prometido a Julieta que o casamento seguiria adiante, e não seria justo arrastar Isabel para uma vida caótica. As palavras de Gunter ainda ecoavam em sua mente, fazendo-o sentir ainda mais pressão. Isabel não merecia ser uma amante, e Julieta muito menos.

Por outro lado, Isabel baixou lentamente o telefone depois da despedida abrupta de Callum. Ainda estava surpresa com a forma como ele havia terminado a conversa. Ficou olhando para a tela apagada, sem saber se tinha feito algo errado.

— Não, isso é o melhor — disse a si mesma enquanto se ajeitava na cama do hospital, tentando se convencer. Mas por mais que repetisse, um desconforto em seu peito persistia, uma sensação de que algo não estava certo.

Havia algo estranho na forma como Callum tinha agido, como se estivesse escondendo alguma coisa. Seus pensamentos a envolviam e, sem perceber, seus dedos começaram a brincar com a xícara de café fria sobre a mesa do quarto.

O silêncio do hospital era opressor. A cada segundo que passava, o sentimento de desconexão que Callum havia deixado nela se tornava mais pesado.

Enquanto isso, no escritório de Jonathan, os últimos detalhes estavam sendo finalizados. Uma mensagem para Callum confirmava que tudo estava pronto.

— Perfeito — pensou Jonathan, permitindo-se um leve sorriso. — Só falta Isabel morder a isca.

No hospital, Teresa e Isabel estavam revisando opções de novos lugares para morar. Isabel não queria voltar, nem por engano, à casa que compartilhou com Gunter. Nunca mais.

As coisas haviam piorado muito depois da morte dos pais de Gunter. Sua mãe sempre incentivava seu comportamento volátil, como se fosse algo normal, e quando Isabel tentava se defender, a resposta era sempre a mesma: "Agora que está casada, precisa aprender a ser adulta". Essas palavras a condenaram. Depois disso, Isabel cortou a comunicação com a própria mãe, tentando evitar ao máximo os maus-tratos de seu marido e sua família. Mas era impossível.

— Dona Isabel, encontrei um apartamento perfeito — disse Teresa, passando-lhe seu celular.

Os olhos de Isabel brilharam de emoção, e pela primeira vez desde que acordou, um leve sorriso apareceu em seu rosto.

***

Enquanto isso, Max estava à beira de um colapso nervoso. Discou o número de Marcelo com mãos trêmulas.

— Não está... Jules... Marcelo. Não está — engoliu com dificuldade, perdendo o controle.

Fazia muito tempo que não sentia que tinha controle sobre sua vida ou suas emoções. Tudo era um caos.

— Acalme-se, Max. Se não falar claramente, não posso entendê-lo — respondeu Marcelo com tom paciente. — Fui ao hospital para levá-lo para casa e acontece que você não está lá. Onde você está?

— No prédio da Julieta... ela se mudou, foi embora — respondeu Max com voz embargada. Seus olhos ficaram vermelhos ao pensar que ela não estava mais ali.

Passou a mão pelo cabelo, puxando-o como se a dor física pudesse aliviar a inquietação que sentia na alma.

— Ela... desapareceu. Mudou-se, foi embora sem dizer nada — murmurou finalmente, sentindo que cada palavra o afundava mais.

"Cumpriu sua promessa", pensou consigo.

Seus olhos se encheram de lágrimas que tentava conter. Tinha sido culpa dele, sua estupidez, seu medo... Julieta havia partido, e agora não podia nem sequer se desculpar, não podia explicar o que sentia.

— Max... — começou Marcelo, mas Max não o deixou continuar.

— Procure-a... — a súplica saiu quase como um lamento desesperado. — Não me importa quanto custe, nem onde ela esteja. Se saiu do país, vamos encontrá-la. Mande todos. Faça o que for preciso, mas preciso encontrá-la!

Cada palavra parecia ressoar no vazio. O eco de seu próprio desespero o fazia sentir-se pequeno, indefeso. Já não importava o orgulho, não importava o que os outros pensassem. Se fosse necessário, moveria céu e terra, cruzaria o mundo se preciso.

Marcelo ficou em silêncio por um momento, compreendendo a seriedade na voz do amigo.

— Está bem. Farei o que for necessário, mas você precisa se acalmar, Max. Vamos encontrá-la — respondeu Marcelo, com a promessa de alguém que sabe o que está em jogo.

Maximiliano deixou a cabeça cair, o olhar perdido no nada. O mundo sem Julieta lhe parecia um lugar vazio, sem sentido.

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