Callum estava vendo um filme. Não tinha muito sono e estava ansioso.
Isabel já estava nos últimos dias de gravidez e isso o enchia de inquietação. Não importava quantas vezes tentasse se convencer de que tudo ia dar certo, sua mente não parava de imaginar todos os cenários possíveis.
—Querido —disse uma voz feminina às suas costas.
Callum se virou imediatamente e viu Isabel em pé na entrada da sala, sua silhueta iluminada pela tênue luz da televisão.
—Amor, você está bem? —perguntou com ansiedade, se pondo de pé na mesma hora.
—Estou bem —respondeu ela com um sorriso suave—. Por que não vamos dormir? Não gosto de dormir sem você.
—Vamos.
Callum desligou a televisão sem pensar duas vezes e se aproximou dela, segurando-a com cuidado para ajudá-la a caminhar até o quarto. Se certificava de que ela não fizesse muito esforço, cuidando dela como se fosse a coisa mais preciosa do mundo.
Quando chegaram à cama, a ajudou a se deitar e então levantou as cobertas para se meter com ela, envolvendo-a em seu abraço.
—Quando vamos nos casar? —perguntou Callum em voz baixa, apoiando o queixo sobre seu cabelo.
Isabel sorriu contra seu peito, aproveitando seu calor e segurança.
—Quando o bebê nascer... depois disso pode ser quando você quiser.
Callum se encheu de alegria. Se incorporou imediatamente, acendendo o abajur da mesinha de cabeceira e abrindo a gaveta com uma emoção mal contida.
—Então vamos nos casar. Podemos ir para Las Vegas se você quiser —disse com um sorriso brilhante enquanto tirava uma pequena caixa de veludo.
Isabel piscou, surpresa.
—Las Vegas? O quê? —perguntou com incredulidade. Mas o que realmente a deixou sem palavras foi o anel—. Quando... quando você comprou isso? —perguntou, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas.
Callum pegou sua mão com delicadeza e deslizou o anel em seu dedo.
—Antes de perder a memória —confessou, olhando para ela com todo o amor que sentia por ela.
A emoção de Isabel foi substituída imediatamente por uma dor pontuda.
Seu rosto se contraiu e deixou escapar um gemido abafado.
Callum sentiu um arrepio percorrer suas costas quando a viu se agarrar à barriga.
—Isabel! —exclamou, jogando a caixa do anel e pegando-a pelos braços—. Amor? O que foi?
—Acho... acho que é hora —murmurou ela com voz entrecortada, olhando para ele com uma mistura de emoção e pânico.
Callum saltou da cama como se tivesse levado um choque.
—Meu Deus! Sim, claro, é hora! —exclamou, correndo pelo quarto sem rumo, sem saber o que fazer primeiro—. As malas! O hospital! As chaves! A roupa! Droga!
Isabel tentou respirar fundo, vendo como seu noivo entrava em pânico.
—Callum, querido... respire —disse com uma risada nervosa.
Mas ele já estava em modo crise total.
—Luca! —gritou em direção à porta sem se importar com o horário—. Marian! Alguém!
Luca apareceu imediatamente, com o cabelo desarrumado e de pijama e mais atrás estava Marian.
—Que diabos está acontecendo, garoto? —pergunta o novo homem da segurança.
—Ela está em trabalho de parto! Vamos para o hospital! —grita Callum nervoso.
Luca ficou imóvel por um segundo, como se seu cérebro demorasse para processar a informação, mas depois saiu disparado.
—Vou buscar o carro!
Isabel tentou se levantar, mas outra contração a obrigou a se encolher novamente. Callum a segurou rapidamente, com um desespero palpável em seu rosto.
—Está tudo bem, amor. Tenho tudo sob controle —disse, embora sua voz soasse tensa.
Isabel sorriu para ele apesar da dor.
—Claro que sim, querido. Embora neste momento pareça que quem está prestes a dar à luz é você.
Callum soltou uma risada nervosa e a beijou na testa.

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