Entrar Via

Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 76

Callum já tinha pensado muito nisso e precisava ver esse idiota, o que ele fez a Isabel não ia ficar assim.

— Tenho que vê-lo. Preciso me certificar de que esse maldito pagará pelo que fez. Não só a Isabel, mas a todas as mulheres que ele machucou no passado. — Sua voz era firme, mas no fundo havia uma ira latente que Jonathan não podia ignorar.

Jonathan engoliu em seco, incomodado. Conhecia bem Callum, e sabia que uma vez que tomava uma decisão, era quase impossível fazê-lo mudar de parecer.

— Só… — Jonathan hesitou um segundo antes de continuar — . Não perca a cabeça. Esse bastardo não merece que arruínes sua vida por ele, você está a ponto de se casar… só digo que…

Callum o olhou pelo canto do olho, sem sorrir.

— Não penso em perder a cabeça. Mas quero que veja em meus olhos o que fez. Quero que sinta o peso de seu erro antes que passe o resto de sua miserável vida atrás das grades — contestou Callum, queria que se enfrentasse a alguém de sua compleição e altura para ver se era tão machinho.

O carro parou em frente à prisão. Jonathan não pôde evitar um suspiro de resignação enquanto ambos saíam do carro. A prisão se erguia ante eles como uma fortaleza lúgubre, fria e desapiedada. Callum caminhou à frente, com passos decididos, e Jonathan o seguiu de perto. Sabia que nada do que dissesse mudaria o curso do que estava a ponto de suceder.

Dentro, o ambiente era sombrio e opressivo. Callum foi guiado por um guarda até uma pequena sala de visitas com uma mesa e uma grade de metal que separava os prisioneiros de seus visitantes. Através do vidro, pôde ver seu objetivo: o homem que havia destruído a paz de Isabel. Estava sentado, algemado, com uma expressão arrogante que incendiou algo no mais profundo de Callum.

Quando o homem o viu entrar, esboçou um sorriso torto, como se se deleitasse em seu próprio caos.

— Quem é você? — pergunta curioso, sem perder sua postura — pensei que era minha puta de plantão e não, resulta que só é um tipo que nem sei quem é.

— Sou seu pior pesadelo — comentou com a fúria contida sentando-se em seu lugar.

Um olhar de Callum aos guardas e estes se retiraram silenciosamente.

— Assim que você é o famoso duque que me meteu aqui. — A voz do homem era despectiva, já tinha escutado aos guardas sobre porque estava ali metido, suas veias se encheram de veneno — Já te abriu as pernas? É por isso que faz isto? — solta uma risadinha — uma chamada minha e estarei fora.

Callum não respondeu de imediato. Se levantou lentamente e caminhou até onde estava uma porta para passar ao outro lado, mantendo a mirada fixa nos olhos do agressor.

— Vai pagar pelo que fez — disse Callum finalmente, com uma calma aterradora.

O homem riu, um som áspero e desagradável.

— E daí? Não a matei, verdade? Talvez devesse tê-lo feito. Essa mulher sempre foi um problema — zomba.

— Vê isso — assinala a câmera — estão apagadas e os guardas não estão. Todos farão vista grossa por um abusivo como você… não tem nada eu te tirei tudo

Callum apertou os punhos e lançou o primeiro golpe, o homem algemado não se pôde defender muito, mas o tentou, depois Callum voltou à sua cadeira e se sentou e não reagiu mais além disso.

— Ela sobreviveu. — Sua voz estava carregada de uma frieza perigosa — . E vai ter uma vida melhor, sem você.

O homem cuspiu sangue ao chão, sua mirada cheia de desprezo.

— Se crê melhor que eu, com seu título, seu dinheiro… Mas não é diferente. Todos fazemos o que temos que fazer, seguro a voltará sua amante… seu sujo segredo — lhe recrimina — já não serve para nada, eu a maculei.

— Me alegra que não esperasse tanto, te disse para nos vermos de uma vez porque eu também quero te dizer algo — fala Callum muito sério.

— Oh, bem — sorri de novo, mas o sorriso se sente oco.

— Acontece algo ruim? — pergunta pondo uma mão em cima da sua.

— Não sei se ruim… não, definitivamente para mim não é ruim, mas... — Julieta suspirou, estava muito nervosa — mas diga você primeiro — fala Julieta, tentando ter mais tempo.

— Não, diga você. Parece preocupada e triste — a olha confundido — Que sucede?

— Bem… eu primeiro — respira fundo.

— Me parece bem — respondeu Callum.

Juliette olhava suas mãos trêmulas enquanto o relógio da parede parecia marcar cada segundo com um peso insuportável. Callum, sentado frente a ela no amplo e buliçoso café, observava seu rosto. Algo em seus olhos tinha mudado desde a última vez que se viram, mas ela não podia saber se era pelo que ia lhe dizer… ou pelo que ele ainda não sabia.

— Callum, há algo que necessito te contar — sua voz tremeu um pouco ao romper o silêncio. Se umedeceu os lábios e respirou fundo antes de soltar o inevitável — . Estou grávida.

O duque não disse nada. Seus olhos, sempre tão imponentes e seguros, se abriram com uma mistura de surpresa e algo mais… Era como se tratasse de processar demasiadas emoções ao mesmo tempo, como se as palavras que ela acabava de pronunciar tivessem feito em pedaços tudo o que tinha planejado dizer.

O silêncio se fez eterno entre eles.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Reconquistando minha amante secreta milionária