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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 75

Julieta se sentia apreensiva em dar a notícia de sua gravidez ao mundo.

— Você acha que eles vão aceitar bem? — perguntou ela, com a voz trêmula.

— Cari, é complicado, seus pais podem até desmaiar, mas ninguém morrerá, Callum a verdade não sei, não termino de lê-lo bem, e Max… pode chegar a ser um idiota, mas não acho que negue esse bebê. E ainda que possa se assustar no princípio, depois vai assimilar essa mega notícia e ambos podem chegar a ser bons pais. Além disso, vi os olhinhos que te lançava enquanto desfilava na minha passarela, esse homem morre por você — Tomás se inclinou para ela dando um beijo na testa — é só que foi um idiota… Você tem certeza desse casamento, cari?

Tomás só pode dizer a verdade à sua melhor amiga e pôr as cartas sobre a mesa e que saia tudo o melhor que se possa. De todas as maneiras, ela não está sozinha e não pensa em deixá-la com essa família louca dos Hawks sem proteção alguma.

— Acho que precisava dessa classe de ânimo — comenta ela a Tomás, com lágrimas nos olhos.

Ao que parece não era ela, seus hormônios a tinham chorona. Era seu bebê dizendo-lhe que ali estava para ficar.

— Tudo isto será um choque enorme. Sim, para todos, e gravarei quando você der a notícia e se arme o alvoroço… enfim, uma vez assimilem, estou seguro de que vão estar emocionados — lhe fala, pondo-lhe uma mão no ombro.

Julieta assentiu lentamente, deixando que as palavras de seu amigo a reconfortassem. Sentia que estava à beira de um precipício, mas ao menos não estava sozinha.

— Suponho que tem razão… — disse, esboçando um sorriso débil.

— Por suposto que tenho razão. Sempre a tenho — brincou Tomás, tentando aliviar a tensão — . E agora há que procurar consulta para o ginecologista, vamos ao médico assim que possamos. Não pode seguir evitando isto. Se já o sabe, mais vale confirmá-lo de forma oficial.

— Está bem — aceitou ela, ainda que com algo de reticência — . Mas vem comigo, verdade?

— Por acaso duvida? — disse Tomás, com um sorriso de orelha a orelha — . Serei seu guarda-costas, seu apoio emocional e, por suposto, o tio mais fabuloso do mundo.

Tomás já estava pensando em uma coleção infantil. Pensava em vestir a esse pequeno menino desde o dia 1.

— Obrigado, Tomás. Não sei o que faria sem você — Julieta o abraçou com força, sentindo uma pequena mas crescente esperança.

— Não tem que me agradecer, Cari. Estou aqui para você, sempre — lhe sussurrou Tomás, devolvendo-lhe o abraço.

A realidade estava a ponto de golpeá-la com toda sua força, mas, ao menos, não enfrentaria o futuro sozinha.

Agora só restava enfrentar Max em algum momento e ao duque e descobrir se sua vida ia mudar para sempre… ou se já o tinha feito.

No hospital, Callum não se desgrudou em nenhum momento de Isabel. Ela dormiu durante horas, e ele decidiu mandar Teresa descansar em sua casa; ficaria com ela enquanto ela não estava. Uma enfermeira fazia rondas a cada certo tempo e o olhava de soslaio vendo como o homem trabalhava desde uma Tablet.

— Se quiser, pode ir tomar um café — lhe disse amavelmente a moça, vendo que o homem não se tinha movido em toda a noite dessa cadeira — . Deve ser incômodo.

— Obrigado — murmurou Isabel. Sentia que essa pequena interação já tinha drenado todas suas forças.

— Descanse. Estarei aqui quando acordar — lhe disse Callum para que se sentisse o mais segura possível.

De todas as maneiras, havia pessoas fora que iam cuidar de sua segurança. No entanto, ele não queria se mover do sítio. Não sabia se ela quereria que Julieta se inteirasse de tudo, e não estava seguro de se Julieta conhecia o alcance do que esse homem tinha feito no passado.

Callum tinha todas as intenções de cumprir suas palavras, assim que ficou com ela. No entanto, mais tarde teria uma visita importante que fazer.

A consciência de Isabel iria regressando pouco a pouco, e os doutores lhe asseguraram a ele e a Teresa que isso era perfeitamente normal. Por isso, Callum saiu direto à prisão, deixando Teresa a cargo do cuidado de Isabel, junto com guarda-costas nos que confiava completamente.

Jonathan ia com Callum no carro e o observava pensativo.

Jonathan observava Callum de soslaio, notando a tensão em sua mandíbula e a forma em que mantinha sua mirada fixa à frente, como se estivesse preparando sua mente para o que vinha. Não tinha sido fácil para Callum estar ao lado de Isabel no hospital, vendo cada cabo, cada respiração forçada, cada hematoma feito por esse imbecil pouco homem, e sabendo que o homem responsável seguia com vida, ainda que agora atrás das grades. A raiva em seu interior fervilhava, contida só pelo fato de que Isabel estava viva. Mas essa não era razão suficiente para deter o que viria.

— Tem certeza de que isto é o que quer fazer? — perguntou Jonathan com cautela, enquanto o carro avançava pelas ruas cinzentas rumo à prisão.

Callum assentiu, seu rosto endurecido como uma máscara impenetrável.

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