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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 72

Do outro lado da cidade, à noite...

Callum levava Isabel de volta para casa. Por algum motivo, ele relutava em deixá-la naquele lugar, consciente de que ela não queria estar ali. Isabel havia sofrido demais para ser abandonada novamente, e embora Callum não entendesse completamente por quê, sabia que ajudá-la era importante. Ele gostava dela, apesar de não poder admitir. Sua família nunca a aceitaria, diferente de Julieta, que tinha o título adequado para ele.

— Posso te levar para um hotel — ofereceu Callum, tentando ajudá-la.

Isabel sabia que seu marido ficaria furioso.

— Não, é melhor eu entrar de uma vez. De qualquer forma, ainda é cedo; não acho que ele vá se irritar — respondeu ela, tentando aliviar o clima.

— Ele... se irrita com frequência? — perguntou Callum com cautela. Não queria incomodá-la, só precisava saber.

— Não o tempo todo. Na maioria das vezes é culpa minha — respondeu Isabel em voz muito baixa.

Ela sabia, no fundo de seu ser, que era a vítima, mas anos de maus-tratos a haviam condicionado a acreditar que sempre tinha culpa.

Depois de alguns minutos em silêncio, Callum pensou cuidadosamente no que dizer sem fazê-la se sentir atacada.

— Você não é culpada. Talvez ele faça você acreditar que é, mas isso não significa que ele esteja certo.

Isabel o olhou brevemente, com um leve lampejo de gratidão nos olhos, mas não respondeu.

— Preciso ir — foi tudo o que disse antes de sair do carro e entrar em casa.

Callum ficou pelo menos mais dez minutos em frente à casa, tentando ouvir algum ruído que indicasse que Isabel precisava de ajuda. Mas não se ouviu nada. Da janela do andar superior, Gunter, o marido de Isabel, a observava em silêncio. Tinha visto o carro de Callum estacionado por vários minutos antes de sua esposa entrar.

Gunter era um homem com problemas de raiva e autocontrole, embora soubesse escondê-los bem. Era um advogado respeitado, e nada em sua vida pública sugeria o que acontecia portas adentro. Anos de manipulação psicológica sobre Isabel haviam garantido que nunca se registrassem denúncias, e ninguém sabia tudo o que ela havia sofrido.

Isabel, enquanto estava no carro de Callum, havia limpado a maquiagem com lenços umedecidos, eliminando qualquer vestígio das lágrimas que derramara, exceto pelos olhos vermelhos e o nariz inchado. Seus lábios ainda estavam levemente inchados pelos beijos do conde.

— Você pode me explicar quem te trouxe? — perguntou Gunter assim que Isabel entrou no quarto, fazendo-a pular de susto.

— É... é um amigo. É o noivo de uma amiga, Julieta, falei dela para você, lembra? — respondeu Isabel, tentando manter a calma. Suas mãos começaram a tremer levemente.

— Sim, a vadia da sua chefe — cuspiu Gunter com desprezo. — Ainda não entendo por que você começou uma amizade com essa mulher — comentou, estreitando os olhos com suspeita.

— Não! Eu juro, não vou mais me aproximar dela — tentava se defender, mas foi em vão — por favor, Gunter, não vou mais vê-la.

Isabel, encolhida no chão, se enrolou como uma bola e esperou que tudo acabasse. Fez como os animais: fingiu-se de morta, esperando que ele a deixasse em paz. No final, Gunter, satisfeito, saiu do quarto.

— Teresa virá cuidar de você — disse com frieza, e foi embora.

Minutos depois, Teresa, a empregada doméstica, entrou no quarto e a encontrou.

— Senhora Isabel... — ofegou Teresa com o rosto cheio de lágrimas. — A senhora precisa ir embora, ele vai matá-la.

— Me ajude... — sussurrou Isabel através da dor.

Teresa, embora assustada com Gunter, a levou ao hospital, onde pediu ajuda imediatamente. Isabel, inconsciente e cheia de ferimentos, foi atendida pelos médicos, enquanto Teresa, impotente, chorava.

Uma inconsciente Isabel passou voando numa maca enquanto os médicos trabalhavam sobre ela tentando salvar sua vida. Um homem observava tudo; tinha chegado por causa de um familiar doente e agora estava com o rosto transformado de preocupação ao reconhecer o rosto de Isabel Scott.

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