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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 71

Max ligou para Marcelo, que estava na festa esperando por ele, e pediu que procurasse o médico. Além disso, pediu que trouxesse sopa de galinha, apesar de ser tarde; sabia que Julieta não tinha comido nada e precisava de algo no estômago.

— Tudo bem, vou levar tudo isso, mas... você tomou seus remédios? — perguntou Marcelo, baixando a voz e se afastando de seu acompanhante.

Marcelo havia conhecido alguém na festa de Tomás. Tinha o convite para entrar e estava esperando pacientemente por Maximiliano, mas como ele não chegou, começou a conversar com outra pessoa e teve que se afastar alguns passos quando Max o chamou.

— Não, não tomei. Ficaram no carro — respondeu Max, enquanto olhava para a rua. Estava na sala de Julieta, observando a meia-lua que mal iluminava o céu escuro.

— Vou levar os remédios também, e você precisa comer algo. Não pode tomá-los de estômago vazio — bufou Marcelo.

— Sim, mamãe — respondeu Max em tom de brincadeira, embora soubesse que Marcelo apenas se preocupava sinceramente com ele.

Se Marcelo não tivesse feito isso de coração, Max nem teria se dado ao trabalho de dar atenção.

Quando o médico chegou, Julieta já havia acordado. Maximiliano esperou do lado de fora enquanto ela era examinada. Depois do check-up, o médico olhou nos olhos dela com um gesto pensativo.

— Você está grávida? — perguntou, embora parecesse mais uma afirmação que uma pergunta.

— Como o senhor soube? — perguntou incrédula, depois se recompôs e endireitou os ombros. — Sim, mas não pode dizer nada a ninguém... e muito menos a ele — respondeu rapidamente Julieta.

Era o mesmo médico que havia receitado anticoncepcionais quando ela conheceu Maximiliano, mudando a receita habitual que ela trazia de Londres. O doutor sabia do relacionamento secreto entre Julieta e Maximiliano.

— Você precisa contar a ele — opinou o médico.

— Vou contar, mas ainda não estou pronta — concluiu ela, encerrando o assunto.

O médico a respeitou e a deixou em paz. Quando saiu, disse a Maximiliano que Julieta estava bem, mas precisava de uma refeição leve e muito descanso.

Quando Marcelo chegou com a comida, trouxe duas sopas e os remédios de Max. Depois se retirou e esperou no patamar pelo médico para levá-lo para casa. O médico, por sua vez, estava em um dilema, pois não sabia se devia ou não contar a Max sobre a gravidez. Mas, como havia prometido, decidiu não se meter nesses assuntos, sabendo que eventualmente Julieta teria que contar.

— Pedi sopa de galinha, já que seu jantar acabou sendo arruinado, e não acho que seja boa ideia você comer algo pesado — comentou Max, entrando com uma tigela de sopa servida.

— Obrigada — disse ela em um murmúrio, sentando-se novamente na cama.

Ambos sabiam que Julieta podia comer sozinha, mas mesmo assim, Maximiliano deu a sopa colherada por colherada e depois comeu a sua, um pouco mais fria, mas não se importou. Nunca antes ela tinha recebido um gesto tão carinhoso da parte dele, então Julieta deixou e até gostou um pouco. Maximiliano só estava pensando em matar quem ousou mexer com ela, só queria cuidar dela e fazê-la se sentir melhor.

— Obrigada — repetiu ela — , por tudo.

Não se referia apenas à comida, mas também à ajuda que recebeu com aqueles homens. O que ela não sabia era que Maximiliano não deixaria as coisas assim. Já tinha mandado Marcelo procurar aqueles caras; eles teriam que pagar pelo que fizeram a Julieta.

— Não é nada — disse Max — , faria tudo de novo sem hesitar.

Pouco tempo depois de Julieta comer, ela adormeceu. Maximiliano ficou um bom tempo observando-a enquanto descansava, e depois foi embora. Tomou seus remédios, como havia prometido a Marcelo, e depois foi para casa. Precisava ficar sozinho e pensar.

Na manhã seguinte...

Julieta acordou com o som da campainha em seu apartamento. Levantou-se um pouco tonta para ver quem tocava tão cedo.

Tomás estava do outro lado da porta com sacolas nas mãos.

— Deixa pra lá. Não é o caso, me deixa terminar de falar ou não conto nada — disse ela, fazendo um ligeiro biquinho.

— Como assim não vai me contar? Até o café da manhã eu trouxe! E seu café favorito — disse Tomás, fingindo indignação.

— Obrigada, Tom-Tom. Você é um amor — respondeu ela, feliz, enquanto dançava até a cozinha para buscar alguns pratos. Viu na pia as duas tigelas em que Maximiliano havia servido a sopa para ambos na noite anterior.

— Fui atacada ontem por uns vagabundos... uns marginais que queriam me machucar — murmurou Julieta, segurando dois pratos enquanto caminhava em direção a Tomás.

— O quê? O que você está dizendo?! — exclamou Tomás, levantando-se de um salto.

— Felizmente, Max não me deu ouvidos e me seguiu até em casa. Ele me convidou para jantar, primeiro, mas decidi voltar sozinha... e foi a pior decisão que poderia ter tomado.

Julieta é grata pelo que ele fez ontem, mas suas vidas já tomaram rumos diferentes, não há volta.

— Fico feliz em ouvir que você está bem... agora tenho uma notícia do tamanho do universo — comenta Tomás, e bebe seu café — minha mãe acabou de confirmar que em duas semanas seus pais estarão aqui e que seu casamento já é um fato.

Julieta engole em seco, ficou extremamente nervosa, mas ela queria isso, não é?

Não sabe o que fará com o filho que está esperando de Max, e não sabe como seus pais e Callum vão reagir a um bebê que obviamente não é do duque.

— Eu sabia, meu pai me informou há dois dias sobre a chegada deles — confirma Julieta.

Seus olhos se encheram de lágrimas, este era seu destino... do qual tinha fugido por anos.

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