Ela se vira rapidamente para olhá-lo com a dor refletida em seu rosto, de certo modo era verdade. Ela se afastou de tudo e de todos por ele e ele retribuía se casando com outra mulher, mas isso era somente sua culpa, ela provocou isso a si mesma ao querê-lo de maneira tão devotada.
— Costumava ter — disse lentamente olhando de novo pela janela— é um erro que não voltarei a cometer.
— O que quer dizer com isso? — Max pergunta um pouco nervoso.
Ela não é assim... Tanto a incomodou o tolo noivado?
O silêncio foi a única resposta que recebeu da parte dela, só ficou olhando a paisagem, já não ia insistir onde claramente não a apreciam. Um presente não mudará isso.
Depois de várias horas de viagem chegaram ao pitoresco Maryland, ela via tudo com olhos sonhadores e seus ombros relaxaram ao ver as pessoas caminhando tranquilamente por suas ruas, era mais tranquilo que a frenética cidade de Nova York.
Por fim Max tinha visto uma mudança positiva nela e conseguiu se acalmar e voltar a si, não sabe o que a deixa assim talvez estivesse naqueles dias, mas isso é absurdo, ainda não deveria vir seu período.
Definitivamente a notícia de seu noivado não a agradou, mas era algo que ia acontecer mais cedo ou mais tarde e Lili era uma boa opção para ele, tinha uma família com conexões, era educada, bonita o que todos querem em uma esposa troféu e era o que ele precisava em sua vida.
— Você me disse um dia que queria relaxar num lugar bonito — disse quando estacionou num hotel lindo— pensei que vir hoje te ajudaria.
— Veremos — respondeu um tanto fria.
Desceram do carro e caminharam um ao lado do outro sem darem as mãos ou sem nenhuma demonstração de carinho da parte deles, ela ia mergulhada em seus pensamentos e ele a observava de maneira discreta.
Ela ficou afastada enquanto ele resolvia o da habitação, ela não tinha feito reservas e não sabe quem as fez, normalmente ele não faz nada porque sempre tem alguém que faça por ele.
Assim que entraram no quarto ele a encurralou atrás da porta e a beijou querendo desfrutar de seu corpo, ela se deixou levar. Era difícil dizer não a quem já conhecia seu corpo.
— Max... espera — ofegou tentando afastá-lo, mas era uma missão impossível. Todo o peso de seu corpo estava em cima dela— Max... — desta vez não saiu com muita força, um gemido deixando seus lábios.
Sentiu Max sorrindo em seu pescoço enquanto suas mãos vagavam sob seu vestido.
— Vamos, baby, preciso de você — disse roucamente em seu ouvido.
Continuou beijando e lambendo seu pescoço e sua orelha sensível sabendo que ela adorava, se transformou em massa em seus dedos e isso enlouqueceu Maximiliano. Ele gostava da entrega de sua assistente cada vez que estavam juntos e aproveitou.
Sabia que ela não iria embora porque com nenhum outro teria o que ele lhe dava.
Julieta sabe que caiu em sua armadilha, mas a ideia de renunciar e ir para longe continuava em sua mente. Ela queria amor... não só paixão e com ele não obteria.
Não importa que ele a carregue e ela o envolva com suas pernas de forma automática... como se o tivesse feito pelo menos umas cem vezes porque assim era, não é?
Desde o dia um que o viu, perdeu contra ele, sempre se fez sua vontade e ela é só o fantoche para manipular a seu bel-prazer sem levar em conta nada mais. Apesar de chegar ao ápice de seu prazer uma lágrima de tristeza rola por sua bochecha.
Max se levantou como sempre e foi ao banheiro enquanto Julieta ficava deitada na cama, levantou-se pouco depois e cobriu seu corpo nu com um roupão do hotel e saiu à varanda onde havia umas poltronas confortáveis e uma mesa de café da manhã.
Uma ligação tira Julieta de seus pensamentos e nota que é o celular de Max então entra no quarto se aproximando do aparelho que não para de tocar e atende sem ver quem pode ser, ela sempre fazia isso pela vida importante de Max não podia ignorar uma ligação.
— Boa tarde, celular de Maximiliano Hawks — atende ela.
O silêncio a recebe e depois uma voz doce do outro lado a tensa da cabeça aos pés.
— Onde está Max? — perguntam duvidosamente.
— Aqui está você — disse Max, querendo sair à varanda para procurá-la— sim, tenho que ir.
Ficou na porta observando o quanto ela estava pensativa e voltou a ficar um pouco nervoso.
— Me demito — disse em voz baixa, com dor em seu coração.
— O quê?! — exclama alarmado por esta repentina situação com ela— não fique assim por uma bobagem, não devia ter atendido minhas ligações.
Uma solitária lágrima caiu por seu rosto do lado que Maximiliano não via.
— O que ouviu, senhor Hawks — disse de maneira tão tranquila e monótona que Max sentiu um arrepio na coluna— me demito do contrato e do meu posto de trabalho e para que fique claro, sempre atendo suas ligações.
— Temos um contrato que ainda não vence — disse irritado parando na frente dela— não pode se demitir ou deve pagar por isso.
— Esse contrato também diz que se eu quiser rescindi-lo posso fazê-lo — disse ela de maneira firme— também diz que você vai me remunerar pelos anos de prazer que te dei.
A dor em seu peito se torna mais intensa.
Estava tendo um ataque cardíaco?
Julieta acredita que é só seu coração se partindo, mas se sentia tão doloroso como um ataque cardíaco.
— Por que quer terminar, assim do nada? — questiona curioso— nos damos bem, não é?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Reconquistando minha amante secreta milionária