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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 43

Julieta estava nervosa no carro; queria roer as unhas, mas seu amigo havia se esforçado para mimá-la; era justo que ela aguentasse um pouco mais.

Ela só esperava que o jantar não fosse um fracasso total; talvez seu pai estivesse certo, e se casar fosse a solução para seus problemas. Só assim ela se afastaria de Maximiliano de uma vez por todas.

— Chegamos, senhorita Beaumont — disse o motorista, tirando-a de seus pensamentos.

Seu rosto ficou pálido ao ouvir isso; fazia muito tempo que ninguém a chamava assim.

— O-obrigada — desceu com uma elegância inata — Seu chefe… já chegou?

— Não sei, minhas desculpas — fez uma pequena reverência — Estarei esperando aqui fora por você, a menos que me ordene o contrário.

— Obrigada, por favor, espere — pediu Julieta.

Se as coisas dessem errado, ela só precisaria ir com o motorista e dizer ao pai que tentou, não é?

O homem assentiu e a guiou para dentro; só agora ela percebeu o opulento lugar onde estava; era requintado e bastante exclusivo; poucos conseguiam entrar na lista de espera, e, pelo que ela sabia, a lista de espera estava cheia há pelo menos seis meses. Era assim de exclusivo o lugar.

— Boa noite — disse um maître com um pequeno sorriso — Reserva?

— Sim, em nome de… — Julieta ficou nervosa.

Ela havia esquecido o nome que havia escrito na mensagem!

Pegou o celular e procurou a mensagem, respirando aliviada ao ver que não a havia apagado.

— Senhorita? — perguntou o homem franzindo a testa, começando a ficar impaciente.

— Hein? Sim! Achei — respondeu Julieta desajeitadamente — Callum Rutland.

O sorriso do maître se alargou como o Gato de Cheshire ao ver os sinais de riqueza por toda parte.

— O duque Rutland está esperando a senhorita — disse alegremente — Siga-me, senhorita Beaumont — duas vezes em menos de meia hora alguém a chamou pelo sobrenome verdadeiro.

Ela tinha uma sensação estranha no estômago; com passos leves e a testa erguida, chegou aonde o maître a guiou. Ao chegar, ficou sem palavras diante do homem à sua frente.

Por que ela pensou que ele era um velho tarado asqueroso?

— Juliette? — perguntou ele, levantando-se de sua cadeira.

A capacidade vocal de Julieta aparentemente havia ido passear, então ela apenas assentiu, e um sorriso deslumbrante apareceu no belo rosto do homem à sua frente.

— Vou trazer a carta de vinhos — disse o maître, antes de se retirar.

E eles ficaram sozinhos; em menos de dois segundos, Callum estava lá para ela; ele moveu a cadeira para ela, e Julieta, com as pernas bambas, sentou-se. O duque contornou a mesa e sentou-se em frente a ela para olhá-la nos olhos. Ela era tão bonita quanto todos diziam, e talvez até mais do que ele pensava.

— Fico feliz que você tenha aceitado meu convite para jantar — disse Callum, depois de alguns minutos de silêncio — Seu pai me disse que você trabalha aqui, nos EUA.

— Sim, trabalho aqui há três anos — respondeu ela, afirmando com a cabeça — E dois anos de faculdade, terminei aqui.

— Tudo bem — ela voltou para sua cadeira, a contragosto.

— É normal que você não queira se casar; você tem apenas vinte e poucos anos — solidarizou-se o duque — Mas eu suponho que seu pai exija isso, assim como nossa sociedade exige. Além disso, tenho certeza de que seus pais só cuidam dos seus interesses.

— Eu sei… você não é como eu imaginei — confessou ela com vergonha.

— Como você me imaginou? — perguntou ele em tom brincalhão.

— Bem… não há fotos suas nas redes sociais e nenhum dado que mostre como você é ou quantos anos você tem — comentou ela com as bochechas coradas — Eu pensei que você era três vezes mais velho do que aparenta.

— Talvez eu seja uma espécie de vampiro — ofereceu o duque em tom de brincadeira — Daqueles que nunca envelhecem — comentou ele o mais sério possível, mas aquele olhar de cervo diante dos faróis era glorioso; ela era realmente uma garota linda.

Callum começou a rir, o que fez a tensão no corpo de Julieta desaparecer de repente, deixando-a como uma gelatina e um sorriso bobo.

— Então? — perguntou Julieta com o problema inicial — O que fazemos?

— Casamos — disse Callum com um leve sorriso em seu rosto, que fez a respiração de Julieta parar.

Callum deixou uma pequena caixa de veludo preto na mesa perto de Julieta, esperando que ela decidisse abrir a caixa e que gostasse do anel que ele havia escolhido para ela há mais de cinco anos. Ele não sabia como era a filha mais nova dos Beaumont; eles fizeram uma proposta, e cedo ou tarde ele exigiria herdeiros, e ele conseguia se ver se apaixonando por Juliette no futuro e tendo uma família com ela.

“Talvez este casamento não seja um desperdício, afinal”, pensou Callum Rutland.

— Parabéns — disse uma voz rouca que paralisou Julieta e a fez tremer, e que confundiu Callum.

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