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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 36

Max olhava para a sala onde sabia que Julieta estava. Não sabia que ela havia conversado com seu pai, mas pela sombra que obscurecia seu rosto, não devia ter sido algo bom, e isso não lhe agradou. Ele descobriria o que havia acontecido mais tarde. Depois que Julieta foi embora, Max foi atrás dela, mas à distância… não sabia porquê, parecia um louco perseguidor. Mas não conseguia evitar.

O advogado chegou, foi informado de tudo e saiu um pouco pálido após uma conversa com a polícia e o interrogatório da Sra. Brigitte.

— Quando você pode sair, minha esposa? — perguntou Mark de mau humor.

— Senhor Hawks… — começou a dizer hesitante — é melhor conversarmos em um lugar privado.

— Por quê? — perguntou Mark confuso.

Ele só queria pagar a fiança e ir embora dali.

— O caso é bastante sério, e não só isso… é melhor conversarmos em outro lugar — pediu novamente o advogado.

— Bem… deixa eu ver o que posso fazer — resmungou o homem frustrado.

Max já havia ido embora há muito tempo, exatamente quando Julieta saiu; ele a seguiu como um cachorrinho arrependido, e isso só exasperava Mark. Ele teve três anos para se casar com a garota. Por que não o fez? Toda a sua indecisão os levou a esse momento.

Ele pediu ao capitão uma sala, e este lhe emprestou a sua. Então, entrou com o advogado. A sós, ele olhava para Boris Vasiliev, seu advogado. Estava nervoso e olhava para sua maleta como se fosse um salva-vidas.

— Senhor Hawks… — começou o advogado sério — isso é sério, e quem fez…

— Sim, aquela garota, mas vamos. Ela não é ninguém; uma intimação, um aviso, uma fiança gorda, e estamos prontos para ir embora — recitou como se não fosse nada.

Em seu mundo, não era nada; ele só queria abafar os boatos e dizer que foi um erro que já estava resolvido.

— Não, não foi ela quem fez a denúncia, embora tenha corroborado tudo porque foi a vítima — admitiu o advogado, sem saber como dizer aquilo — Seu filho quem fez a denúncia, isso é irreversível e as evidências são contundentes… vamos a julgamento.

— Desculpa… o que você disse? — questionou Mark, pensando que talvez o advogado estivesse errado.

— Seu filho, Maximiliano Hawks, foi quem trouxe as provas hoje cedo e fez a denúncia — contou ele — Investiguei tudo, e ele não se importou com nada; até fez uma doação, se antecipando a tudo.

— Filho da… ! — respirou fundo antes de se acalmar — Tenta adiantar a visita ao juiz.

— Farei o possível, mas o mais provável é que prendam sua esposa em breve e a transfiram para a prisão feminina em alguns dias — avisou o advogado.

— Se não houver mais nada a fazer, eu vou. Você fica aqui e providencia tudo o que ela precisar — ordenou, levantando-se e abotoando a jaqueta do seu terno.

Mark só queria sair dali o mais rápido possível; já havia perdido seu compromisso, mas tinha muitas coisas para fazer, não podia perder tempo em um lugar como aquele. O advogado concordou e o viu sair tranquilamente.

Isabel continuava sonhando acordada e demorou um pouco mais do que o devido, mas logo foi para a mesa de Julieta. Ela mostraria a Maximiliano que ela poderia ser uma assistente melhor que Julieta Persson, e quem sabe, substituí-la na cama… é um segredo aberto que ela é sua amante.

Max se sentia fisicamente mal por não ver Julieta em seu lugar; respirou fundo e tentou se concentrar em seu trabalho. Pouco depois de dar instruções à tal Isabel, ele se concentrou em um contrato que precisava de toda sua atenção.

Mark invadiu a sala de seu filho, furioso com ele. Isabel tentou detê-lo para, pelo menos, anunciá-lo, mas não conseguiu, e isso a deixava nervosa.

— Nem dez minutos e você já faz mal o seu trabalho — reclamou Max — Retire-se, inútil — murmurou alto o suficiente para que os presentes o ouvissem.

— Você coloca sua mãe atrás das grades, mas trata seus funcionários assim? Um exemplo, não é? — reclamou Mark, quando a porta estava firmemente fechada.

— Aprendi com a mamãe — debochou Max — Se você só veio para isso, vá embora. Não estou para dramas.

— Você foi quem criou esse drama desnecessário — reclamou seu pai — Olha onde está sua mãe. Como você vai lidar com a reunião e as ações? — perguntou, acreditando que seu filho poderia temer essas coisas.

— Eu me encarrego disso; vá para sua empresa, cuide da sua reunião e suas ações — respondeu friamente.

— Você não pensa em me perdoar nunca? — perguntou seu pai, mudando de assunto.

— Não, e agora vá embora — mandou Max, sem sequer lhe dedicar mais uma olhada.

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