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Reconquistando minha amante secreta milionária romance Capítulo 32

Um abraço... em três anos, um abraço.

Por que isso a afeta? Não deveria afetá-la. Ele não queria compromisso, e Julieta acreditou quando ele pediu tempo. Agora ela vê que era apenas manipulação e teatro. Esse abraço deve ser puro teatro.

Julieta repete para si mesma várias vezes que não precisava dos abraços dele.

Assim que chegou em casa, colocou música em volume máximo e começou a dançar e pular por toda a casa enquanto limpava cada canto do seu pequeno lar. Desde que se lembra, a música sempre a ajudou a drenar tudo aquilo que a sobrecarrega.

Quando terminou de limpar, estava tão exausta que, ao cair na cama, praticamente desmaiou antes de tocar o travesseiro. No dia seguinte, ligou para seu melhor amigo.

— Meu querido, estive ocupado — disse Tomás assim que atendeu a ligação. — Por isso não pude passar para te visitar.

— Não tem problema, mas preciso de você — disse Julieta, preocupada. — Preciso ir à delegacia.

— Você está bem, querida? — perguntou Tomás, pegando as chaves do seu carro. Já estava acordado desde a madrugada trabalhando em sua oficina porque estava prestes a lançar uma nova coleção.

— Na verdade não, não estou bem. Preciso fazer uma denúncia, você pode vir? — pediu ela, com um tom temeroso.

— Sempre posso ir com você. Me dê 15 minutos e estarei aí, vinte no máximo — assegurou Tomás.

Pouco depois desligaram, e Julieta esperou. Fiel à sua palavra, Tomás, 20 minutos depois, estava batendo à sua porta. Assim que ela o deixou entrar, os seguranças secretos de Julieta já estavam ligando para Maximiliano, e este já sabia que havia um homem na casa dela e, pela descrição, era o tal Tomás.

Tomás e Julieta se fundiram em um abraço. Ela precisava, agora mais do que nunca, de alguém que a amparasse. Sentia-se como em um barco em plena tempestade, cambaleante, enjoada e exausta.

— Vamos lá, querida, explique o que está acontecendo — indagou Tomás, visivelmente preocupado.

Julieta explicou tudo o que havia acontecido dois dias atrás em pouco tempo, com detalhes minuciosos sem deixar nada de fora nem o abraço no parque que ainda a deixava confusa, e o homem estava furioso.

— É que, se você me disser que sim, vou lá e arranco o couro cabeludo dele como os cherokees — disse andando de um lado para o outro.

Julieta não pôde evitar e caiu na risada com as loucuras que o doido do seu amigo dizia.

— Para com isso — disse mais calma — quero ir cedo à delegacia, quanto mais tempo passar será pior.

— Vai usar seu verdadeiro sobrenome? — pergunta Tomás intrigado — adoraria que dissesse que é uma Bea...

— Não! — ri novamente — não preciso dizer meu sobrenome, posso me cuidar sozinha, Tom.

Nesse momento tocou seu telefone e ela foi até o balcão da cozinha para atender, quando vê um número desconhecido na tela, franzindo as sobrancelhas intrigada.

— Aconteceu algo ruim? — pergunta Tom, se aproximando.

— Não tenho ideia, é número desconhecido — e atende depois de dizer isso — Alô...

— Bom dia, estamos falando da delegacia 501, com licença, a senhora é a senhorita Julieta Persson? — perguntam do outro lado da linha.

Ela coloca a chamada no viva-voz antes de responder para que Tomás escute junto com ela.

— Sim, sou eu. Em que posso ajudá-lo? Oficial... — deixa a pergunta no ar.

— Terrence, o oficial Terrence — responde o homem — precisamos que a senhorita venha à delegacia para esclarecer um assunto.

Menos de dez minutos depois sai um homem alto e bem mais velho, com corpo que mostrava que gostava de exercício, vestia apenas uma camisa de botões com as mangas dobradas nos antebraços e jeans, tinha um caderno nas mãos e estava muito concentrado nele, até que levanta seus olhos escuros para onde Julieta está sentada junto com Tom, seu cabelo curto estava coberto de cabelos brancos, pés de galinha nos cantos dos olhos o faziam parecer distinto.

— A senhorita Julieta Persson? — pergunta o homem e ela só conseguiu assentir sentindo-se um pouquinho muda — muito bem, sou o detetive Bruno Gibson e estou encarregado do seu caso.

— Pode me explicar que caso? Não vim fazer uma denúncia, estão me denunciando? — pergunta Julieta surpresa e assustada. Sabia que a família Hawks era poderosa e aquela senhora simplesmente a odiava.

— Vamos para o meu escritório — disse o homem com uma risadinha — não precisa se preocupar.

— Ela não vai sozinha a lugar nenhum, e já que isso não é um interrogatório, vou com ela — fala Tomás, levantando-se com seu metro e setenta e cinco, e mesmo assim parecia pequeno ao lado do detetive Gibson.

— Claro, os namorados podem entrar, é apenas uma conversa — garante o detetive Gibson, olhando de cima a baixo o homem moreno à sua frente.

Julieta não percebeu a tensão que havia entre o detetive e seu melhor amigo, só estava tentando não hiperventilar numa delegacia, porque sabia que isso simplesmente a faria parecer culpada e tinha certeza que ninguém ficava bem de macacão laranja, muito menos ela.

— Sentem-se, por favor — pede o oficial — esta manhã recebemos uma denúncia de uma mulher que agrediu uma funcionária da Hawks Holding, como prova temos um vídeo, mas precisamos do seu depoimento e saber se quer prosseguir com a denúncia.

— O quê?! Como souberam? — pergunta Julieta — eu pretendia vir hoje, mas não enviei ninguém, nem sabia que havia vídeo disso.

— Por isso a mandamos chamar, senhorita Persson. É um caso bastante peculiar já que o próprio filho apresentou uma denúncia contra a mãe — o detetive fica olhando para ela um momento antes de continuar. — O senhor Hawks apresentou uma denúncia contra sua mãe, Brigitte Hawks, por atentar contra a vida de uma de suas funcionárias, e como pode ver, não é algo que recebemos diariamente.

— O quê?! — dizem Julieta e Tomás ao mesmo tempo, com os olhos arregalados sem poder acreditar no que ouviam.

Maximiliano processou a própria mãe?

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